“Todos os anos, participo do Grito dos Excluídos, um evento significativo realizado no Dia da Independência do Brasil. Esse ato busca dar voz a problemas históricos da sociedade, destacando aqueles que foram marginalizados. É um espaço de união entre movimentos sociais que defendem a democracia, a soberania nacional e um novo modelo econômico. Esse é o momento para renovar a luta por uma sociedade mais justa e inclusiva”.
O Grito reúne lutas pelo meio ambiente, moradia e educação, unificando as vozes que, normalmente, são excluídas do debate público. A classe trabalhadora se mobiliza para mostrar que deseja e defende uma sociedade diferente.
Em Belo Horizonte, há 20 anos a prefeitura tem sido comandada pelos mesmos grupos políticos, mas pela primeira vez uma candidatura alternativa está em destaque. Como uma pessoa trans, com origem nas escolas públicas, represento uma identidade historicamente marginalizada.
“Minha proposta central é enfrentar a especulação imobiliária. Atualmente, BH tem 20 vezes mais imóveis abandonados do que pessoas em situação de rua. Se eleita, transformarei esses imóveis em moradia popular e colocarei a habitação como prioridade no orçamento da cidade”.
Foto: Cadu Passos

