O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) participou de um ato bolsonarista na Avenida Paulista neste sábado, onde fez um discurso pedindo a anistia dos presos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Ele criticou duramente as decisões de Moraes, afirmando que o ministro age de forma autoritária, e o chamou de “psicopata” por manter presos aliados do governo anterior.
Eduardo citou o caso de Cleriston Pereira da Cunha, empresário que morreu após passar mal na prisão, e o de Débora Rodrigues dos Santos, acusada de escrever “Perdeu, mané” na estátua da Justiça durante os ataques antidemocráticos em Brasília. Segundo o deputado, essas prisões são exemplos de abusos cometidos pelo ministro Moraes, que, segundo ele, teria planos de prendê-lo também.
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) também discursou no ato, reforçando o pedido de impeachment de Moraes. Ela afirmou que mais de 150 deputados e 31 senadores já assinaram o pedido, que será entregue ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Kicis destacou que o Parlamento não deveria permitir que nenhum ministro estivesse acima da lei e da Constituição. A deputada afirmou que deputados e senadores irão obstruir os trabalhos do Congresso até que o pedido seja formalmente analisado.
Outra parlamentar a discursar foi Julia Zanatta (PL), que chamou Rodrigo Pacheco de “covarde” por não aceitar o pedido de impeachment do ministro. Ela destacou a importância de lutar pela anistia dos presos políticos e pela manutenção das liberdades democráticas, afirmando que não foi eleita para ser “capacho” de ministros do STF que não possuem voto popular.
Gustavo Gayer (PL-GO) também se pronunciou no ato, fazendo um apelo aos senadores que ainda não assinaram o pedido de impeachment de Moraes. Ele criticou a postura dos parlamentares que não se manifestaram e prometeu pressioná-los até que tomem uma posição. Gayer incentivou os manifestantes a cobrarem os senadores e transformarem suas vidas em um “inferno” caso não defendam a Constituição e as liberdades democráticas.
O ato reuniu apoiadores de Jair Bolsonaro, que expressaram insatisfação com as decisões do STF e apoio aos parlamentares que lideram a campanha contra Alexandre de Moraes.

