Neste domingo (6), Minas Gerais viverá um importante momento eleitoral, com aproximadamente 16,5 milhões de eleitores aptos a votar em 853 municípios para escolher prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Além disso, a capital mineira, Belo Horizonte, terá um referendo em que os eleitores decidirão se desejam ou não trocar a bandeira do município. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) tem trabalhado para garantir a transparência e segurança do processo, com a realização de testes de integridade e autenticidade das urnas eletrônicas.

O TRE-MG, em uma audiência pública realizada no sábado (5), definiu as 33 urnas eletrônicas que passarão pelo teste de integridade no domingo. Esse procedimento, que foi transmitido ao vivo pelo canal do TRE no YouTube, faz parte das medidas de auditoria implementadas pela Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica para as Eleições 2024 (CAVE), em parceria com várias entidades fiscalizadoras. O objetivo é garantir a segurança do sistema de votação eletrônica, por meio da comparação entre os resultados registrados nas urnas e cédulas de papel.

As urnas escolhidas para o teste de integridade foram distribuídas entre sete regiões do estado, de acordo com o número de eleitores em cada uma. Do total de 33 urnas, 18 foram indicadas por entidades participantes da auditoria, e as demais foram sorteadas. Três dessas urnas, todas localizadas na 33ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte, passarão pelo Teste de Integridade com Biometria, incluindo as seções 261, 262 e 283, todas na Escola Estadual Pandiá Calógeras, no bairro Santo Agostinho.

As urnas designadas para o teste serão lacradas e transportadas sob escolta da Polícia Militar até Belo Horizonte, onde serão submetidas ao processo de auditoria. Essas urnas serão substituídas por outras urnas eletrônicas de reserva, já disponíveis nas respectivas zonas eleitorais.

Além do teste de integridade, o TRE-MG também realizará o Teste de Autenticidade em dez urnas sorteadas, que verificarão se os sistemas instalados nas urnas eletrônicas são legítimos. Esse teste ocorre nas próprias seções eleitorais, antes do início da votação, e envolve a emissão da “zerésima”, documento que comprova que a urna está vazia. Entre as urnas sorteadas para esse teste estão seções de cidades como Belo Horizonte, Araguari, Guanhães e Mariana.

Enquanto isso, o processo eleitoral em Minas Gerais avança com grandes expectativas. Em Belo Horizonte, os eleitores votarão para vereador, prefeito e, por último, decidirão sobre a mudança da bandeira da capital. O referendo será feito nas mesmas urnas eletrônicas utilizadas nas eleições, mas as bandeiras não aparecerão nas telas, sendo que cartazes com as opções estarão disponíveis nas seções eleitorais para consulta.

Embora a maioria das cidades do estado conheça seus novos representantes já neste domingo, a disputa em oito cidades, incluindo Belo Horizonte, Betim, Contagem, Uberlândia e Montes Claros, pode seguir para um segundo turno, que ocorrerá no dia 27 de outubro. Essas cidades têm mais de 200 mil eleitores, o que permite uma nova rodada de votação, caso nenhum candidato atinja a maioria absoluta dos votos.

De acordo com o TSE, 73.443 pessoas se candidataram em Minas Gerais, sendo 2.336 para prefeito, 2.365 para vice-prefeito e 68.742 para vereador. Belo Horizonte, a capital do estado, possui 1.992.984 eleitores, sendo a cidade com o maior número de eleitores no estado. Para garantir a transparência do pleito, 19.096 mesários foram convocados para trabalhar nos 430 locais de votação da cidade.

Uma novidade nas eleições deste ano em Minas Gerais é a não aplicação da “Lei Seca”, tanto no primeiro quanto no segundo turno. A decisão foi tomada pelo governo do estado após um pedido da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que argumentou que a proibição da venda de bebidas alcoólicas causaria prejuízos ao setor. Assim, a comercialização e o consumo de bebidas serão permitidos no dia da votação.

Em termos de segurança, a Polícia Militar de Minas Gerais organizou uma grande operação para o dia da eleição, envolvendo cerca de 38 mil policiais em todo o estado. Esse contingente inclui policiais administrativos, em formação e até mesmo aqueles que estavam de folga ou férias. A operação visa garantir a segurança e a ordem nos 853 municípios durante o processo eleitoral.

Além das medidas de segurança, o transporte coletivo em Belo Horizonte e em algumas cidades da região metropolitana será gratuito neste domingo. Ônibus intermunicipais e urbanos, assim como o metrô, estarão disponíveis sem custo aos eleitores. Em Belo Horizonte, cerca de 5.000 viagens extras de ônibus foram programadas, um aumento de 45% na oferta de transporte para o dia das eleições.

Com a auditoria das urnas, a segurança reforçada e a gratuidade do transporte, Minas Gerais está preparada para um dia crucial de votação, onde eleitores de todo o estado escolherão seus representantes e, no caso de Belo Horizonte, decidirão o futuro da bandeira da capital.