O escritório da rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, em São Paulo, amanheceu vazio nesta segunda-feira após a decisão de Elon Musk de encerrar as operações da plataforma no Brasil. A empresa, que mantinha um espaço compartilhado na região da Faria Lima, não recebeu nenhum funcionário ao longo do dia, e um oficial de justiça que tentou notificar a empresa precisou sair sem sucesso devido à ausência de representantes.
Desde que Musk assumiu o controle da rede social, a operação no Brasil sofreu uma série de cortes, reduzindo o número de funcionários para cerca de 40. Com o encerramento das atividades, os funcionários preferiram não comentar sobre o desfecho da operação.
A decisão de Musk ocorre após um longo histórico de conflitos entre o bilionário e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A situação culminou em uma decisão judicial que determinava o bloqueio de contas e a aplicação de uma multa diária de R$ 20 mil a Rachel Conceição, além de uma possível prisão por descumprimento. Rachel é listada no Portal da Transparência como integrante do quadro societário da empresa.
Em resposta, a rede social emitiu um comunicado no sábado, responsabilizando exclusivamente o ministro Moraes pelo fechamento da operação no Brasil, justificando que a medida foi tomada para “proteger a segurança” da equipe. A nota ainda esclareceu que a operação brasileira não tinha controle sobre o bloqueio de conteúdo na plataforma e que a decisão de encerrar as atividades foi imediata.
Apesar do encerramento da operação física no país, a plataforma continuará acessível aos usuários brasileiros. No entanto, especialistas alertam que a ausência de uma estrutura local pode dificultar o cumprimento de decisões judiciais futuras.

