O presidente Lula e seu vice, Geraldo Alckmin, publicaram um artigo no jornal O Estado de S.Paulo para defender os termos do que chamam de “neoindustrialização” do Brasil, incluindo a participação do agronegócio e a necessidade de uma reforma tributária.

Os destaques do texto:

Lula e Alckmin defendem uma “política industrial inteligente” para cadeias produtivas “mais resilientes a choques”, citando a pandemia e a escassez de insumos, como semicondutores, decorrentes dessa época.

No agro, o destaque foi para a redução da dependência de fertilizantes externos. A industrialização viria para “estimular a agroindústria e financiar as exportações de maquinário agrícola e de novas tecnologias que estão surgindo no Brasil para atender o campo”, escreveram.

A defesa de uma “economia verde” foi enfatizada por Lula e Alckmin: “Podemos exportar carros ou motores flex para mercados aptos a usar etanol na Ásia, na África e na América Latina”, diz o artigo.

O governo articula um programa para reduzir o “custo Brasil”, que também depende da reforma tributária, argumentam Lula e Alckmin.

Para a neoindustrialização, necessitamos também de políticas horizontais – como uma tributação eficiente e justa. É a reforma tributária, para destravar, desburocratizar e simplificar processos que prejudicam a indústria.

A publicação do artigo tem um contexto: hoje é o Dia da Indústria, que será marcado pelo governo com anúncios relativos a estímulos ao setor automotivo no país.

Lula e Alckmin devem anunciar as medidas para a produção de carros nesta manhã e, mais tarde, participam de evento da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

O governo ainda está em uma ressaca envolvendo a MP dos Ministérios na Câmara. O texto aprovado ontem desidrata o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério dos Povos Indígenas; até aliados apontaram falta de articulação política do Planalto para o tema.


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