As empresas do transporte público de Uberlândia foram autuadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) devido à superlotação dos ônibus.

A irregularidade foi apontada durante a Operação “Ir e Vir”, realizada no início de março e que também tirou dezenas de veículos de circulação.

O promotor do MPMG, Fernando Martins, instaurou um procedimento administrativo para apurar o “descumprimento das normas técnicas sobre lotação e transporte de passageiros” e “dos deveres atinentes à qualidade e segurança dos serviços”. Ele também notificou as companhias para que apresentem defesa.

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Triângulo Mineiro (Sindett) e as empresas de transporte urbano de Uberlândia – Autotrans, Sorriso de Minas e São Miguel – informaram que ainda “não foram notificados sobre os processos e que permanecem 100% à disposição para quaisquer esclarecimentos”.

A reportagem também procurou a Prefeitura de Uberlândia para pedir um posicionamento sobre a situação do transporte na cidade e aguarda retorno.

Além da superlotação, os fiscais da Operação “Ir e Vir” também identificaram plataformas elevatórias para pessoas com deficiência sem funcionamento; janelas de emergência e portas de teto quebradas ou travadas; ônibus com prazos de vistorias vencidos; portas de entrada/saída travando; veículos com vazamento de óleo; sem freio e sem documento; veículos superlotados, entre outras irregularidades.

Após a ação identificar a série de irregularidades no transporte público, o MPMG recomendou que a Prefeitura encerrasse o contrato com as empresas.


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