O governador Romeu Zema (Novo) pediu para que os deputados federais por Minas Gerais pressionem o governo federal pela assinatura do acordo pela tragédia de Mariana, ocorrida em novembro de 2015. A questão foi a principal pauta da reunião realizada na manhã desta quarta-feira (29/3) em Brasília.

Existe uma preocupação do governador com uma eventual demora do governo Lula (PT) para analisar os termos do acordo. Há um receio de que uma sentença na corte britânica afaste qualquer possibilidade de a repactuação ser assinada com a Samarco, empresa controlada pela Vale e pela BHP Billiton.

O acordo estava bem avançado. Das 13 autoridades envolvidas, 12 já bateram o martelo nos valores, na forma de pagamento e nas obrigações. Como nós tivemos a transição do governo (federal), a União está se inteirando do assunto e buscando os detalhes. Alguns ministros querem posicionar algumas questões sobre o acordo. O Estado todo, os prefeitos, estão querendo saber o que vai acontecer”, diz o deputado federal Samuel Viana (PL-MG), aliado do governo de Minas.

Também presente ao encontro, o parlamentar Mário Heringer (PDT), que é de corrente política oposta a de Zema, deu versão parecida sobre a reunião. “Ele pediu apoio de todos os deputados mais ligados ao governo federal atual (para articular pela repactuação de Mariana).

Há uma preocupação (do governador) que esse processo se resolva na Inglaterra, o que não contemplaria o Estado e outras entidades, somente quem entrou na ação. São cerca de 40 municípios que entraram na ação contra a mineradora”, afirma.

Já Weliton Prado (Pros) disse que já começou as articulações para tentar convencer o governo federal a assinar a repactuação. “O acordo será entre R$ 120 e R$ 150 bilhões. Já me comprometi a procurar o Rui Costa (chefe da Casa Civil do governo Lula), que foi deputado comigo, para conversar sobre isso. É muito importante para Minas Gerais que essa homologação saia“, diz.


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