Os caças MiG-31 da Frota do Norte da Rússia, que recentemente praticaram a interceptação de inimigos condicionais em alta altitude sobre o mar de Barents, são capazes de neutralizar qualquer ameaça da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na região, de acordo com artigo da revista norte-americana Military Watch Magazine.

“O papel dos caças MiG-31 da Frota do Norte no mar de Barents está crescendo no contexto da expansão das capacidades da OTAN na região e, em particular, da transição da Força Aérea norueguesa dos caças F-16 para os F-35”, ressalta a publicação.

O MiG-31 é amplamente considerado como a aeronave de produção russa mais pronta para o combate e, além disso, já demonstrou sua eficácia na zona de operação especial na Ucrânia, escreve a mídia.

“O MiG-31 é capaz […] de disparar todos os tipos de armas no espaço próximo. Seus mísseis ar-ar R-37M têm um alcance de 400 quilômetros, uma velocidade incomparável de Mach 6 e ogivas muito grandes de 60 kg, o que os torna particularmente perigosos para alvos em todas as altitudes”, explicou a mídia.

“O enorme poder do sensor fez do MiG-31 a primeira aeronave de combate do mundo capaz de interceptar mísseis de cruzeiro de baixa altitude a longas distâncias”, destacou a publicação.

Mais cedo, o Ministério da Defesa russo informou que as tripulações de caças russos MiG-31 realizaram voos na estratosfera sobre as águas do mar de Barents, durante os quais efetuaram interceptações de um inimigo convencional.


Avatar