A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) informou que a lista de exceções à nova tarifa de importação aplicada pelos Estados Unidos abrange 43,4% do total exportado pelo Brasil ao país norte-americano. O cálculo foi feito com base nos US$ 42,3 bilhões comercializados entre as duas nações. Segundo a entidade, US$ 18,4 bilhões em exportações brasileiras ficarão de fora da sanção adicional de 50% determinada pelo presidente Donald Trump em ordem executiva assinada nesta quarta-feira (30).
A lista inclui 694 produtos que não sofrerão aumento tarifário, entre eles petróleo, combustíveis, suco e polpa de laranja, minérios, fertilizantes, motores, peças, componentes e aeronaves civis. No entanto, setores relevantes da pauta de exportações brasileiras aos EUA, como o de café e carne bovina, não foram poupados e sofrerão a incidência da nova taxa.
“Embora essas exceções atenuem parcialmente os efeitos da tarifa de 50% anunciada, a Amcham reforça que ainda há um impacto expressivo sobre setores estratégicos da economia brasileira. Produtos que ficaram de fora da lista continuam sujeitos ao aumento tarifário, o que compromete a competitividade de empresas brasileiras e, potencialmente, cadeias globais de valor“, destacou a entidade, em nota.
A Amcham também enfatizou a importância da diplomacia para mitigar os danos econômicos e preservar os laços históricos entre os dois países. “É necessário um diálogo urgente entre as partes para manter a estabilidade da relação comercial entre as duas maiores economias do Hemisfério Ocidental”, afirmou.
Entre os produtos excluídos do tarifaço com maior peso no volume exportado, estão combustíveis, com 76 produtos, que totalizaram US$ 8,5 bilhões em 2023. Em segundo lugar, aparecem aeronaves, com 22 itens, que somaram mais de US$ 2 bilhões em vendas aos Estados Unidos em 2024. Também se destacam as exportações de ferro e aço, no valor de US$ 1,8 bilhão, e as pastas de madeira (celulose), com US$ 1,7 bilhão.
Foto: Governo Sergipe/Divulgação

