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A Praça do Papa vai ganhar ares da New Orleans dos anos 1920 no próximo fim de semana, em 25 e 26 de junho, com a realização do festival I Love Jazz, que retorna após dois anos de interrupção por causa da pandemia.

Em sua 12ª edição, o evento, realizado ininterruptamente entre 2009 e 2019, terá o tema “Os anos 20 estão de volta”, celebrando os primórdios do movimento de expansão do jazz.

No sábado, se apresentam Fizz Jazz, Juarez Moreira, Dave Mackenzie Quintet e a anfitriã do festival, Happy Feet Jazz Band, em sua formação big band. No próximo domingo, será a vez da Jazz Band Ball, dos pianistas Christiano Caldas e Ricky Riccardi e de Heather Thorn and Vivacity.

Dança

O grupo BeHoppers vai abrir a programação nos dois dias, a partir das 15h, ministrando aulas de lindy hop – o primeiro estilo de swing dance, surgido nos salões de baile do Harlem, em Nova York, no final da década de 1920.

Organizador do I Love Jazz, trompetista Marcelo Costa, vocalista da Happy Feet, diz que a 12ª edição deveria ter sido realizada em 2020, o que justifica a escolha do tema.

“Estávamos no centenário do primeiro ano da década tida como a era de ouro do jazz. Pensei em reviver um pouco aquela atmosfera de festa, com o jazz explodindo. Com a chegada da pandemia, acabou não acontecendo, mas resolvi manter. Afinal, estamos retomando o festival ainda no início desta década”, aponta.

A expectativa é grande. O músico e produtor destaca que a pandemia foi um período de muita angústia devido à incerteza sobre a continuidade do projeto realizado ao longo de 10 anos.

“Foi muito difícil para a cultura, de forma geral, atravessar a pandemia. Os artistas sofreram e o público também. Acredito que estejam todos sedentos por esse reencontro”, aposta.

O festival tem patrocínio do Instituto Cultural Vale, CBMM e Lei de Incentivo à Cultura. Promoção do Estado de Minas e UAI, é realizado pela Lado A com apoio da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo.

Era de Ouro

A década de 1920 é lembrada como época dourada do jazz porque foi quando o gênero transbordou de New Orleans – onde surgiu e se consolidou entre a última década do século 19 e a primeira do século 20 – para o mundo, depois de ganhar força em Chicago e Nova York.

“O jazz se manteve forte nos anos seguintes e está aí até hoje, mas a explosão mesmo aconteceu naquele momento, ao longo dos anos 1920”, sublinha Marcelo. Um dos critérios para a escolha dos convidados foi a afinidade com a música que se fazia naquele período.

O tema de cada edição não engessa a programação, apenas aponta um rumo. O jazz que se praticava em New Orleans em 1920 não é exatamente a praia de Juarez Moreira, por exemplo, mas ele, assim como os outros artistas escalados, dará uma “pincelada” no panorama musical de um século atrás, adianta Marcelo.

“Ele vai visitar os anos 1920, não necessariamente o jazz, mas incluindo as raízes do choro, por exemplo, em seu repertório”, diz. A programação terá grupos especializados na sonoridade que remonta aos primórdios do gênero, como o Fizz Jazz e Jazz Band Ball. Os que não têm esse foco dedicarão ao menos uma parte de seu repertório à temática de 2021.

O 12º I Love Jazz traz de volta atrações que fizeram sucesso em edições anteriores – como Heather Thorn and Vivacity, presente em 2019 – e também apresenta novidades.

Ao avaliar a trajetória do I Love Jazz desde sua primeira edição, em 2009, Marcelo não considera que o festival tenha crescido, mas amadurecido. “Não digo que cresceu pelo fato de ele ocorrer na Praça do Papa, espaço que comporta um público numeroso, mas tem seus limites. O que posso dizer é que aprendemos muita coisa ao longo das 11 edições”, diz.

Costa afirma que o público amadureceu junto da programação e, com a internet e plataformas de streaming, consegue se inteirar sobre estilos e artistas. “Eu, quando jovem, tinha de ir ao Centro da cidade catar LPs das coisas que me interessavam. Hoje está na palma da mão, a pessoa acha tudo no celular”, compara.

Big Band

A Happy Feet vai se apresentar no formato big band, com oito instrumentistas de sopro se somando aos cinco integrantes fixos do grupo – que, além de Marcelo, reúne Thaís Moreira (vocal), Fred Natalino (piano), Yan Vasconcellos (contrabaixo) e Bo Hilbert (bateria).

Trata-se de formação para ocasiões especiais. “É difícil manter uma big band com recursos próprios, mas sempre que há um festival maior, a gente se apresenta nesse formato”, diz.

No sábado, o grupo vai tocar cinco músicas que remontam aos anos 1920. Depois, segue mostrando, década após década, a evolução do gênero até 1960. O roteiro traz temas de Duke Ellington, Louis Armstrong, King Oliver, Frank Sinatra, Dizzy Gillespie e Stevie Wonder.

O evento contará com estrutura de banheiros, venda de alimentos e bebidas, além de acessibilidade com estacionamento, rampa e locais destinados a portadores de deficiência.

I Love Jazz

Praça do Papa, Mangabeiras, Belo Horizonte. Entrada franca.


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