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O fim de semana parece ter mudado a rota dentro do Novo. De acordo com fontes de dentro do partido ouvidas por O Tempo, a possibilidade de indicação de Marcelo Aro é considerada quase “impossível” pela alta cúpula.

O nome do deputado federal pelo PP estava sendo bancado pelo secretário de Estado de Governo, Igor Eto, que tem o parlamentar como um de seus mentores na política mineira.

Um dos motivos para que o Novo não aceite a indicação de Aro para o cargo de vice na chapa de Romeu Zema é justamente a estratégia de distribuição de emendas, consideradas por alguns deputados na Assembleia Legislativa de Minas Gerais como “secretas”.

Cerca de R$ 200 milhões foram distribuídos somente a quatro deputados estritamente ligados a Marcelo Aro e Igor Eto, dentre eles o próprio pai de Aro, o que desagradou muita gente.

A estratégia, segundo estrategistas do Novo, revelou um grave erro de articulação do governo do Estado, pois privilegiou um grupo pequeno com volumes grandes de verbas estaduais. A alta cúpula do Novo, não muito afeita a esse tipo de política, alegou que “se era para distribuir, que fosse para um número maior de deputados, de forma clara e democrática, e não para um grupo de privilegiados”.

Prêmio de consolação

Como prêmio de consolação, o Novo deve conceder a Marcelo Aro, que já saboreava a cadeira de vice, uma eventual candidatura a presidente da Assembleia de seu pai, o deputado estadual Zé Guilherme. Porém, para isso ocorrer, Aro e Guilherme devem, primeiro, vencer os cargos que vão lhes caber na disputa: as reeleições de deputados federal e estadual, respectivamente.

Esse apoio, no ano que vem, serviria até mesmo como forma de segurar o PP e garantir a Zema tempo de TV e ao Fundo Partidário (para candidatos proporcionais, já que o governador já anunciou que não pretende usar esse recurso).

Boa alternativa

O posto continua sendo um cargo de dúvidas entre os integrantes da cúpula e das pessoas mais próximas do governador Romeu Zema. Mateus Simões, que, nos bastidores, não esconde seu desconforto com Marcelo Aro, caso não consiga emplacar o seu próprio nome, formando assim uma chapa puro-sangue dentro do Novo, sugere como alternativa um âncora da Record e da Itatiaia, o jornalista Eduardo Costa, que, tomado de surpresa, está avaliando o convite.

Entrave tucano

O nome de Eduardo Costa seria um consenso dentro e fora do Novo, especialmente na Fiemg, entidade que apoiava a indicação de Marcelo Aro. Mas como nem tudo é céu de brigadeiro, a indicação de Eduardo Costa também teria que passar por algumas barreiras antes de ser dada como certa.

Costa está filiado ao Cidadania, presidido pelo deputado estadual João Vitor Xavier, mas o partido está federado, em nível nacional, com o PSDB, portanto, a cúpula tucana deveria ser consultada sobre a possibilidade.

Por outro lado, achando difícil uma aliança entre o Cidadania e o Novo, o União Brasil, que também estuda uma aproximação com o PSDB, voltou a pensar na vice de Zema, tendo o deputado Bilac Pinto como indicado natural no caso dessa reaproximação se vingar.

 


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