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Belo Horizonte - MG

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A reabertura do Pronto Atendimento (PA) do Hospital Júlia Kubitschek (HJK), na região do Barreiro, em Belo Horizonte, nesta quarta-feira (20), provocou transtornos ao setor de pneumologia da unidade. Segundo denúncia do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG), pacientes tiveram consultas desmarcadas após a equipe da ala ser reduzida.

O transtorno ocorre devido a um remanejamento de médicos que atendem no ambulatório de pneumologia para suprir a demanda do Pronto Atendimento. Com isso, o atendimento no ambulatório de pneumologia deve ser reduzido pela metade. Reflexo disso, diversos pacientes foram dispensados no início desta manhã.

A diretora-executiva do Sind-Saúde/MG, Neuza Freitas, reclama que os técnicos de enfermagem ficaram a cargo de dar a má notícia aos pacientes.

“Eles estão tirando os médicos da pneumologia para atender na unidade de emergência. Com isso, estão pedindo para que os técnicos de enfermagem peçam para que as pessoas voltem para casa. A enfermagem não tem essa autonomia, essa responsabilidade cabe aos médicos. Não há nenhum documento do hospital sinalizando isso”, disse.

O coordenador de fiscalização do Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais (Coren-MG), Erico Barbosa Pereira, afirmou que o órgão vai fiscalizar possíveis irregularidades no hospital. “Hoje viemos fazer uma avaliação inicial. Identificando algum fator, vamos pedir que a fiscalização venha até a unidade”, garantiu.

Diminuição de consultas foi ‘necessário’

O diretor do Júlia Kubitschek, Samar Musse Dib, explica que o hospital precisou remanejar médicos do ambulatório de pneumologia para a abertura da unidade de emergência, que estava fechada há dois anos, já que as contratações de novos profissionais não foram efetivas.

“Diante do momento e da necessidade de reabertura do pronto-atendimento foi necessário fazer o remanejamento de profissionais de outras áreas para compor a unidade de emergência. Com isso, houve a necessidade de diminuição de algumas consultas”, disse.

Ele ressalta que o hospital suspendeu apenas pacientes de primeiras consultas. O diretor afirmou que essas pessoas foram encaminhadas pelo município para a unidade.

“As demais consultas iremos fazer um ajuste. Vai ter uma diminuição, mas nós vamos continuar o atendimento daqueles que já são regulares aqui. Pode ser que aumente um pouco o tempo entre as consultas”, garantiu.

Entretanto, o diretor afirmou que apesar de analisarem a situação não há previsão para retomada dos atendimentos de primeiras consultas. “Estamos vendo o cenário que a gente consegue, mas não consigo dar uma data exata”, conclui o diretor do hospital.

Em nota, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) disse que já realizou 12 editais para admissão de médicos para o Complexo de Especialidades, do qual o HJK faz parte. “Foram contratados 16 médicos, com carga horária de 12 horas semanais”, diz.

A Fhemig explica ainda que foi necessário remanejar alguns médicos de outros setores do hospital para a Unidade de Emergência, de forma a completar a escala para o retorno do atendimento na porta.

“Com isso, foi preciso suprimir temporariamente as primeiras consultas do ambulatório oferecidas pelo HJK, que são as consultas reguladas pelo município e encaminhadas ao hospital. Os pacientes que já fazem acompanhamento ambulatorial no Júlia Kubitschek continuarão o tratamento na unidade”, afirma, em nota.

“Assim como foi feito no Hospital Infantil João Paulo II, em que a escala completa de pediatras foi retomada, a expectativa é ampliar, em breve, o número de médicos para ofertar o pronto atendimento no HJK sem necessidade de remanejamento”, finaliza a Fhemig.

 


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