O general Mário Fernandes, preso no Comando Militar do Planalto por participar do chamado Plano Punhal Verde e Amarelo, apresentou ao Supremo Tribunal Federal um pedido de autorização para realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A solicitação foi protocolada na última sexta-feira e será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. Segundo a defesa, o pedido “visa à progressão educacional e profissional, bem como à futura remição de sua eventual pena”.
Fernandes já está inscrito para as provas, marcadas para os dias 9 e 16 de novembro de 2025, na Universidade de Brasília. Os advogados pedem que o STF autorize a saída para o exame ou determine que a prova seja aplicada dentro da unidade militar, no formato destinado a pessoas privadas de liberdade. A petição também solicita o envio de um ofício à direção do presídio militar para garantir a logística necessária.
O general ficou conhecido após assumir a autoria do plano que previa o assassinato de Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Mesmo assim, a defesa sustenta que o direito à educação deve ser preservado. “A participação no Enem representa etapa importante de reintegração social”, diz o documento.
Embora os advogados afirmem que Fernandes concluiu o ensino médio, não mencionam sua formação avançada. O militar possui três mestrados e um doutorado na área de estratégia e ciência militar, todos feitos no Exército. Ainda assim, a defesa argumenta que o exame pode abrir portas acadêmicas fora da carreira militar.
Foto: Isac Nóbrega/PR

