A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do governo federal, Gleisi Hoffmann, utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira para criticar duramente o posicionamento de governadores de partidos de direita. Segundo ela, ao criticarem o governo federal e se oporem à agenda de segurança, esses líderes políticos contribuem para a divisão do país e acabam fortalecendo, ainda que indiretamente, o discurso de intervenção externa dos Estados Unidos na América Latina.

Para a ministra, os governadores contrários à proposta de segurança pública apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveriam se somar ao esforço nacional, em vez de alimentar a polarização. Ela citou a Proposta de Emenda à Constituição 18, a chamada PEC da Segurança Pública, como um instrumento que poderia unir esforços no combate ao crime organizado.

“Ao invés de somar forças no combate ao crime organizado, como propõe a PEC da Segurança enviada pelo presidente Lula ao Congresso, os governadores da direita, vocalizados por Ronaldo Caiado, investem na divisão política e querem colocar o Brasil no radar do intervencionismo militar de Donald Trump na América Latina”, afirmou.

Gleisi também traçou um paralelo com a política externa norte-americana, citando movimentações militares recentes do governo Trump na região do Caribe sob o pretexto de combate ao narcotráfico, e associou a postura de governadores brasileiros ao comportamento do deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos e é acusado de apoiar ações contra o Brasil no exterior.

A crítica ocorre no mesmo momento em que sete governadores anunciaram a criação do “Consórcio da Paz”, iniciativa voltada à integração policial entre os estados, elogiada por eles como resposta ao crime organizado, mas vista pela ministra como um movimento político de enfrentamento ao governo federal.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil


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