A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu nesta quarta-feira (1º) a permanência de Carlos Lupi no comando do Ministério da Previdência Social. Segundo ela, não há qualquer investigação formal contra o ministro, que tem sido pressionado após revelações de um esquema bilionário de fraudes em benefícios do INSS, apurado pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Gleisi também afirmou que a escolha do novo presidente do Instituto Nacional do Seguro Social será feita diretamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e não por indicação de Lupi. O cargo ficou vago após a demissão de Alessandro Stefanutto, determinada por Lula na semana passada.

Mais de dez entidades envolvidas no esquema tiveram seus convênios com o INSS suspensos por decisão judicial. Apesar do escândalo, Gleisi destacou que o governo manterá o respeito à presunção de inocência.

“Não tem nada contra o Lupi no inquérito. O presidente é muito cauteloso. Se não há nada que o envolva, não há motivo para afastá-lo. Caso algo venha a surgir, ele ou qualquer outro ministro será afastado”, afirmou Gleisi em entrevista à GloboNews.

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

 


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