O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente Fernando Collor de Mello. A decisão de Moraes será tomada após o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A defesa de Collor solicita o benefício com base em supostos problemas de saúde, alegando que o ex-presidente, de 75 anos, possui comorbidades graves e faz uso contínuo de medicamentos. Os advogados Marcelo Bessa e Thiago Fleury apresentaram documentos médicos, incluindo laudos, prontuários e exames, para justificar o pedido.

Contudo, durante audiência de custódia, Collor negou ter doenças ou fazer uso de remédios. Diante da contradição, Moraes exigiu a comprovação detalhada das alegações.

Collor foi preso para cumprir pena de oito anos e seis meses de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Lava Jato. Atualmente, ele está detido no Presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em Maceió. A solicitação da defesa envolve o regime de prisão domiciliar humanitária, com base na idade avançada e no estado de saúde do ex-presidente.

Foto: Antônio Augusto/STF

 

 


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