Com o objetivo de realizar 35 leilões de rodovias até o final do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governo federal tem focado na atração de novos investidores, especialmente internacionais, para superar o cenário adverso de juros altos no Brasil.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, explicou que a estratégia inclui atrair fundos de investimentos globais, aproveitando a liquidez disponível no mercado internacional. “O mundo deseja investir no Brasil, e nossos projetos oferecem retornos mais altos do que em outros lugares”, afirmou.
Além disso, o governo tem contado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para colaborar na estruturação dos projetos, proporcionando maior racionalidade financeira e econômica.
Entre as características que tornam o Brasil atrativo para o capital internacional, Renan Filho destacou: projetos sustentáveis, segurança alimentar global e rentabilidade competitiva. A recente concessão da BR-381, após tentativas fracassadas, foi um marco importante, vencida pela gestora 4UM, que se comprometeu a investir R$ 5,5 bilhões.
O governo tem enfrentado desafios, mas Renan Filho reafirmou a meta de realizar pelo menos um leilão por mês até o final do ano, podendo chegar a dois. Ele reconheceu que, caso alguns leilões sejam adiados para 2024, isso não impactará significativamente o plano de concessões, pois o importante é o avanço da agenda e a publicação dos editais.
Com um pipeline de projetos arrojado e novos produtos, como as debêntures de infraestrutura, o governo espera dinamizar o setor e garantir os investimentos necessários para fortalecer a competitividade do país.

