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O governo articula colocar em votação logo após as eleições de outubro a reforma do Imposto de Renda (IR), instituindo a taxação de dividendos como fonte de financiamento para bancar a continuidade do valor de R$ 600 do Auxílio Brasil a partir de 2023, segundo uma fonte que participa das negociações.

De acordo com essa autoridade, que falou sob condição de anonimato, o plano tem o objetivo de estabelecer uma fonte de financiamento permanente para esse gasto, enquanto técnicos ainda buscam uma solução pelo lado da despesa, já que não há margem no teto de gastos.

No último domingo, o presidente Jair Bolsonaro prometeu manter o valor do benefício social em R$ 600 em 2023 se for eleito — pela emenda constitucional aprovada, esse valor está garantido apenas até dezembro e o benefício voltaria a R$ 400 no ano que vem.

A equipe econômica estima que tornar o benefício de R$ 600 permanente exigiria um gasto adicional de até R$ 60 bilhões em 2023 e considera a adoção da medida um “desafio considerável” diante do aperto nas contas federais.

A Câmara dos Deputados aprovou uma reforma do IR em setembro de 2021, com um imposto de 15% sobre a distribuição de dividendos, atualmente isentos no Brasil. O texto está travado no Senado.

Otimismo com o PIB

Mesmo após a revisão para cima da projeção oficial do governo para a atividade econômica, essa fonte afirma que a percepção no Executivo é que o resultado do ano pode ser ainda melhor.

A avaliação é que a retomada sustentada da atividade deve levar o Produto Interno Bruto (PIB) do país a crescer mais de 2% em 2022, com a taxa de expansão podendo chegar a 2,5%.

Neste mês, o Ministério da Economia melhorou a estimativa oficial para o desempenho da atividade econômica neste ano de 1,5% para 2,0%.

 


Paola Tito

editor

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