Três anos após o reconhecimento da emergência humanitária Yanomami, o governo federal e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados organizaram uma programação conjunta de ações em Roraima, voltada ao fortalecimento do atendimento e da proteção a povos indígenas, migrantes e refugiados. A agenda marca a continuidade das respostas adotadas desde janeiro de 2023 e busca reafirmar a cooperação entre o Estado brasileiro e organismos internacionais.

Nesta quinta-feira, está prevista a inauguração de um espaço do Acnur no Centro de Referência em Direitos Humanos Yanomami e Ye’kwana, o CREDHYY, em Boa Vista. O local funcionará como ponto de articulação institucional e apoio às iniciativas de promoção de direitos humanos no estado.

De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a programação ocorre em um contexto regional desafiador, influenciado também pela crise humanitária na Venezuela. O objetivo é reforçar mecanismos de cooperação internacional e aprimorar estratégias de acolhimento e proteção no território roraimense.

Entre as atividades previstas para o marco dos três anos da emergência estão reuniões de avaliação, alinhamentos internos e encontros com integrantes do sistema de justiça. Segundo o ministério, as ações buscam fortalecer a atuação integrada entre diferentes órgãos e reafirmar o compromisso com a garantia de direitos humanos no contexto do acolhimento humanitário.

A agenda conta ainda com a participação da Organização Internacional para as Migrações e do Fundo das Nações Unidas para a Infância. Também estão previstas visitas técnicas a abrigos indígenas e não indígenas, incluindo estruturas da Operação Acolhida, tanto em Boa Vista quanto em Pacaraima.

A emergência em saúde pública foi decretada em 20 de janeiro de 2023, diante da grave situação dos povos Yanomami e Ye’kwana. Desde então, o governo federal mantém presença contínua na Terra Indígena, com ações integradas de segurança, controle territorial, fiscalização ambiental e apoio logístico às comunidades.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


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