Os ministros Frederico de Siqueira Filho e Alexandre Padilha lançaram nesta segunda-feira dois editais destinados à ampliação da conectividade em unidades básicas de saúde em regiões consideradas mais vulneráveis do país.
A iniciativa prevê conectar até 3,8 mil UBS e beneficiar cerca de 2,5 milhões de brasileiros que ainda enfrentam dificuldades de acesso à internet de qualidade. Os investimentos serão realizados com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações.
Segundo o Ministério das Comunicações, um dos editais prevê investimento de R$ 104 milhões para implantação de internet banda larga nas unidades de saúde, ampliando a oferta de telessaúde no Sistema Único de Saúde. A proposta prioriza localidades afastadas dos grandes centros urbanos e com menor acesso a médicos especialistas.
De acordo com o governo federal, a ação faz parte do programa Agora Tem Especialistas, criado para acelerar diagnósticos, reduzir filas e ampliar atendimentos especializados na rede pública. A expectativa do Ministério da Saúde é que a utilização da telessaúde reduza em até 30% o tempo de espera para consultas, exames e cirurgias.
A conectividade também permitirá maior integração entre profissionais da saúde, acesso a teleconsultas e compartilhamento de informações em tempo real. O objetivo é melhorar a eficiência do atendimento médico e facilitar o acompanhamento de pacientes em regiões remotas.
Outro ponto destacado pelo governo é a instalação de redes Wi-Fi internas nas unidades contempladas. A estrutura deverá facilitar o agendamento de consultas, o controle de medicamentos e o acesso remoto a exames e diagnósticos especializados.
As empresas interessadas nos editais poderão apresentar propostas envolvendo conexão por fibra óptica ou satélite, dependendo das características de cada região atendida. O governo afirma que a iniciativa busca reduzir desigualdades regionais e ampliar o acesso da população aos serviços digitais de saúde.
A expectativa dos ministérios é concluir as primeiras conexões ainda neste ano, priorizando municípios com menor cobertura de internet e dificuldades estruturais na área da saúde pública.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

