Durante audiência pública realizada nesta terça-feira, 1º de julho, na Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, a secretária de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Elisa Leonel, contestou críticas sobre a saúde financeira das estatais federais. “Elisa Leonel destacou que o déficit registrado em 2024 está relacionado principalmente aos investimentos realizados, e não a falhas operacionais.”

Segundo ela, o déficit primário das estatais, divulgado em janeiro, é resultado de investimentos no valor de R$ 4,85 bilhões, pagos com recursos próprios e não representa desequilíbrio estrutural. “A secretária explicou que os investimentos foram financiados com caixa das próprias empresas, o que não caracteriza operações deficitárias.

O debate foi proposto pelo deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS) após a divulgação dos dados pelo Banco Central, que indicaram um déficit primário de R$ 6,7 bilhões para as empresas federais em 2024. Os cálculos excluem Petrobras e bancos públicos, mas incluem companhias como Correios, Hemobrás e Infraero.

Elisa Leonel afirmou que, das 20 estatais avaliadas, 16 registraram lucro contábil no ano. “Ela esclareceu que o lucro contábil inclui recursos acumulados em anos anteriores, proporcionando uma análise mais realista da saúde financeira das empresas.”

O deputado Lindenmeyer apoiou a posição do MGI e ressaltou o papel social das estatais, especialmente dos Correios. “O parlamentar afirmou que empresas públicas são fundamentais para garantir serviços essenciais, mesmo que operem com déficits em determinadas regiões ou atividades.”

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados


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