As bacias hidrográficas dos rios São Francisco e Parnaíba e as áreas de influência das usinas hidrelétricas de Furnas vão receber investimentos de R$ 94 milhões no primeiro trimestre deste ano. Sete projetos de revitalização de bacias entraram em execução após os aportes do processo de desestatização da Eletrobras. Até o fim de 2024, novas iniciativas deverão receber investimentos que chegarão ao total de R$ 580 milhões.

No âmbito da CPR Furnas, foi aprovado o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Fundiária (EVTEA) e projeto básico para alteração ou construção de nova ponte sobre o Rio Grande. O estudo, que tem o MME como proponente, visa a flexibilidade operativa da Usina de Marimbondo, e tem um valor estimado de investimento de R$ 3,3 milhões.

Localizada no rio Grande, entre as cidades de Icém (SP) e Fronteira (MG), a Usina de Marimbondo tem a segunda maior potência instalada dentre as usinas de Furnas. As linhas de transmissão em 500 kV, que integram a usina ao sistema, foram as primeiras a serem construídas no Brasil e a operar dentro da América Latina.

Também na CPR Furnas, foi aprovado o repasse de R$ 19 milhões para a continuação das obras de derrocamento do Canal de Navegação à Usina Hidrelétrica de Nova Avanhandava. Está prevista a retirada das rochas submersas do canal, melhorando a navegabilidade e o transporte de cargas na Hidrovia Tietê-Paraná. Trata-se de uma obra complexa, que exigirá serviços especializados, como mergulhadores e uso de explosivos.

A estimativa é que a partir da melhoria do trecho de 16 quilômetros – entre as usinas hidrelétricas Três Irmãos e Nova Avanhandava – seja possível superar gargalos em tempos de seca da Hidrovia Tietê-Paraná, modal mais econômico e menos poluente, usado principalmente no escoamento de produtos agrícolas.

A lista de investimentos, divulgada Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, inclui também uma ação que permitirá maior flexibilidade operativa à Usina de Três Marias, além de projetos de estudo e projeto básico para melhoria das condições de navegabilidade em áreas críticas no trecho do Baixo São Francisco. Estão inseridos, ainda, levantamento das restrições de captações em torno dos lagos de Sobradinho e Paulo Afonso e o estudo das linhas d’água do Rio Parnaíba no trecho à jusante da Usina Hidrelétrica Boa Esperança.

Os estudos, propostos pelo MME, visam, além da flexibilidade operativa dos reservatórios, maior segurança e preservação das cidades e comunidades dos Rio São Francisco e Parnaíba. Os três projetos somados chegam a R$ 6,6 milhões.


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