O ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) está mal-informado sobre o Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos), diz Doreni Caramoni, presidente da Abrape (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos).

O Perse entrou na mira do governo que diz que o programa custou R$ 17 bilhões em 2023. A previsão inicial era de um custo de cerca de R$ 4 bilhões.

O governo suspeita que o programa tenha sido usado para lavagem de dinheiro. Caramoni diz que o setor não compactua com o mau uso do programa, mas cobra diálogo. “Ninguém quer que use mal. Agora, sem conversar é difícil”, disse.

A Abrape diz que encomendou um estudo que indica um custo máximo do programa de cerca de R$ 6 bilhões. O levantamento está sendo elaborado pela consultoria Tendências e não foi totalmente concluído.

O presidente da entidade diz que o programa sempre foi pensado para durar 5 anos. Ele argumenta que a lei do Perse, de maio de 2021, já dizia que o programa duraria 60 meses.


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