O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vai entrar agora pessoalmente na discussão política da reforma tributária, disse nesta quinta-feira o secretário especial para a reforma, Bernardo Appy, acrescentando que as próximas semanas serão importantes para “destravar” o andamento do projeto.

Falando em evento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Appy disse que a reforma tributária já tem o apoio dos pequenos municípios e o respaldo dos Estados. Entre os grandes municípios, que no geral se opõem à reforma, ele afirmou que já vê alguns prefeitos manifestando apoio ao projeto.

Acho que estamos avançando, com diálogo se constrói a reforma tributária”, disse Appy. “Eu acredito sim que a gente vai construir não digo unanimidade, mas certamente a maioria necessária para aprovar a reforma.”

O secretário frisou, no entanto, que não considera aceitável a ideia defendida por alguns grandes municípios de manter o imposto estadual ICMS separado do ISS, tributo municipal que incide sobre serviços.

Segundo Appy, nenhuma economia relevante faz a separação da tributação sobre serviços e sobre mercadorias, o que ele disse ser impossível na nova economia. “Estamos atrasados mais de 50 anos nesse debate”, disse.

A reforma tributária, em discussão no Congresso, prevê a unificação de impostos federais, estaduais e municipais, com a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) incidente sobre o consumo.


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