Durante a 173ª Sessão Deliberativa Ordinária no Senado Federal, no dia 4 de dezembro de 2024, o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) abordou dois temas polêmicos: a ocupação de propriedades rurais pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e as críticas do grupo Carrefour à carne brasileira.
No primeiro ponto, Heinze lamentou a invasão de duas propriedades em Pedras Altas, no Rio Grande do Sul, pertencentes a Maneco Costa e Genésio, na região da Campanha. Segundo o senador, as ações promovidas pelo MST colocam em risco a segurança dos produtores e de seus funcionários. Ele agradeceu à Brigada Militar por intervir no caso, mas destacou a necessidade de uma solução definitiva.
“Se quiserem terras, que o Governo Federal compre e destine áreas específicas para esses trabalhadores. Ameaçar produtores rurais e tomar terras à força é inaceitável”, declarou Heinze. Ele reafirmou solidariedade aos proprietários e cobrou ações mais firmes para garantir a paz no campo.
O segundo tema foi a nota divulgada pelo Carrefour, que, segundo Heinze, desqualificou a carne brasileira no mercado internacional. O senador ressaltou a qualidade da produção nacional e lembrou que o Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e de frango, graças à eficiência dos produtores e ao controle sanitário rigoroso.
Heinze citou a contribuição de ex-ministros como Pratini de Moraes e Francisco Turra, que impulsionaram a pecuária e avicultura brasileiras ao cenário global. “Nós temos uma das melhores carnes do mundo, e isso é reconhecido em quase 200 países”, afirmou.
O senador também comparou os subsídios agrícolas recebidos pelos principais concorrentes do Brasil. Enquanto os Estados Unidos, a União Europeia e a China destinam centenas de bilhões de dólares ao setor, o Brasil, com apenas US$ 9 bilhões em subsídios, lidera as exportações globais de carne e grãos. Heinze destacou a competitividade e a sustentabilidade da produção brasileira, que se mantém forte mesmo sem os benefícios oferecidos por outros países.
“É inadmissível que um supermercado como o Carrefour, que abastece suas prateleiras com carne brasileira, publique uma nota desmerecendo a qualidade do nosso produto. São raças europeias e zebuínas de excelência, com reprodutores que superam os de muitos países”, enfatizou.
O senador também criticou a hipocrisia de países europeus em relação à preservação ambiental. Segundo ele, enquanto o Brasil mantém reservas legais de até 80% em regiões como Rondônia e Mato Grosso, na Europa há resistência para alcançar até 4% de proteção ambiental.
Heinze pediu uma retratação pública do Carrefour e reforçou que a qualidade da carne brasileira é fruto do esforço de produtores, técnicos e do Ministério da Agricultura. Ele destacou que, mesmo sem os subsídios amplamente oferecidos por concorrentes internacionais, o Brasil mantém sua liderança global na produção de alimentos.
“Esperamos respeito à nossa produção e ao trabalho árduo de quem coloca o Brasil como um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Essa eficiência e qualidade não podem ser ignoradas”, concluiu Heinze.
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

