Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira, dia vinte e três, o senador Humberto Costa (PT-PE) apresentou dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) que apontam para o aumento da renda dos trabalhadores e uma significativa redução das desigualdades sociais no Brasil em dois mil e vinte e quatro. Com base na Pnad Contínua, o levantamento revelou que a renda da metade mais pobre da população cresceu dez vírgula sete por cento, superando os aumentos registrados pela classe média (oito vírgula sete por cento) e pelos mais ricos (seis vírgula sete por cento).
Segundo o parlamentar, esse avanço não se deve a uma única iniciativa, mas à combinação de políticas públicas eficazes. Ele destacou o crescimento do emprego formal, os investimentos em qualificação profissional e, especialmente, a regra de proteção do Bolsa Família. “Essa regra permite que os beneficiários continuem recebendo parte do auxílio mesmo após ingressarem no mercado formal. Isso é política pública com alma”, afirmou.
Humberto Costa ressaltou que setenta e cinco vírgula cinco por cento das vagas formais foram preenchidas por beneficiários do Bolsa Família e noventa e oito vírgula oito por cento por pessoas inscritas no Cadastro Único. O Nordeste liderou o crescimento regional, com aumento de treze por cento na renda, quase o dobro da média nacional.
O senador enfatizou que os maiores ganhos ocorreram entre os grupos historicamente marginalizados e que os dados também indicam uma elevação significativa na escolaridade da população mais pobre. Para ele, isso representa não apenas uma conquista imediata, mas um passo estratégico rumo a um país mais justo.
“Segundo a FGV, o bem-estar da população cresceu dez vírgula dois por cento. Isso não é apenas uma estatística. É comida no prato, luz paga, filho na escola. É dignidade de verdade”, concluiu o senador.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

