Em 2025, sete estados brasileiros registraram crescimento da produção industrial em ritmo superior à média nacional, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal Regional. O levantamento mostra desempenho desigual da indústria no país, com forte influência de setores extrativos e de transformação em determinadas regiões, enquanto outras enfrentaram retração ao longo do ano.

De acordo com os dados, a indústria brasileira apresentou crescimento de 0,6% em 2025 na comparação com 2024. No entanto, alguns estados superaram esse resultado de forma expressiva. O Espírito Santo liderou o avanço, com alta de 11,6%, seguido pelo Rio de Janeiro, que registrou crescimento de 5,1%. Também tiveram desempenho acima da média nacional Santa Catarina, com 3,2%, Rio Grande do Sul e Goiás, ambos com 2,4%, Minas Gerais, com 1,3%, e Pará, com 0,8%.

Por conta do peso na economia nacional, o Rio de Janeiro exerceu a maior influência positiva sobre o resultado agregado da indústria brasileira, logo à frente do Espírito Santo. Segundo o analista Bernardo Almeida, o desempenho fluminense foi impulsionado principalmente pelo setor extrativo, com aumento na extração de petróleo e gás natural. No Espírito Santo, o crescimento foi sustentado pela extração de petróleo, minério de ferro e gás natural.

Santa Catarina aparece como a terceira maior contribuição positiva, com destaque para os setores de alimentos e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos. No segmento alimentício, cresceram especialmente as produções de carnes e miudezas de aves congeladas, preparações e conservas de peixes e embutidos de carne suína. Esses setores ajudaram a manter o estado acima da média nacional.

Três estados também apresentaram crescimento industrial em 2025, porém abaixo do resultado médio do país. A Bahia e o Paraná tiveram alta de 0,3%, enquanto o Amazonas registrou avanço de 0,1%. Embora positivos, esses números tiveram impacto limitado no desempenho geral da indústria nacional.

Em contrapartida, oito localidades apresentaram queda na produção industrial. O Ceará recuou 0,6%, a região Nordeste teve retração de 0,8% e São Paulo registrou queda de 2,2%. Pernambuco apresentou recuo de 3,8%, Maranhão de 5,1%, Mato Grosso de 5,8%, Rio Grande do Norte de 11,6% e Mato Grosso do Sul de 12,9%.

Por responder por cerca de um terço da produção industrial brasileira, São Paulo exerceu a maior pressão negativa sobre o resultado nacional em 2025. Segundo Bernardo Almeida, o desempenho paulista foi impactado pela queda na produção de derivados do petróleo, como álcool etílico, óleo diesel, gasolina automotiva, asfalto e naftas, além da retração no setor farmacêutico.

Nos estados com quedas superiores a dois dígitos, o principal fator foi a redução na fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis. No Rio Grande do Norte, a retração foi puxada pela menor produção de diesel e gasolina. Já em Mato Grosso do Sul, a queda foi causada pela forte redução na produção de álcool etílico.

Foto: Petrobras/Divulgação


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