As autoridades de segurança e a polícia de Israel anunciaram nesta segunda-feira a prisão de sete israelenses acusados de espionagem em favor do Irã, recebendo em troca centenas de milhões de dólares. Entre os detidos estão dois menores de idade. Segundo as autoridades, os indivíduos foram recrutados por agentes de inteligência iranianos e forneceram informações “sensíveis” que causaram sérios danos à segurança nacional.

De acordo com a polícia, a gravidade das ações coloca este caso entre os mais sérios da história de Israel. Após o anúncio das prisões, o ministro da Cultura e dos Esportes, Miki Zohar, defendeu a imposição da pena de morte para traidores em tempos de guerra, conforme relatado pelo *Times of Israel*.

“O fenômeno dos traidores que prejudicam a segurança de Israel por dinheiro, enquanto lutamos por nosso futuro em uma guerra existencial, exige as medidas mais duras, incluindo uma lei que permita a pena de morte por ajudar o inimigo durante a guerra”, afirmou Zohar em comunicado.

Embora o código penal israelense já preveja a pena de morte em casos raros, como traição, sua aplicação é extremamente limitada. Um exemplo notável foi a execução de Adolf Eichmann, oficial nazista condenado por crimes de guerra.

Os sete indivíduos, provenientes da cidade portuária de Haifa e de outras áreas do norte de Israel, cumpriram centenas de missões de coleta de informações em bases militares, portos, instalações de energia e nas baterias do sistema de defesa aérea Domo de Ferro. Atuando sob a direção de dois agentes iranianos conhecidos como “Alkhan e Orkhan”, eles realizavam essas atividades há dois anos.

A polícia informou que os suspeitos tinham plena consciência de que as informações repassadas poderiam prejudicar Israel e, em alguns casos, ajudar o Irã a realizar ataques com mísseis. Os pagamentos pelos serviços de espionagem eram feitos frequentemente por meio de criptomoedas.

Os espiões fotografaram e documentaram locais estratégicos e transferiram os dados para os agentes iranianos. Além disso, compraram equipamentos sofisticados, sob orientação do Irã, para facilitar as tarefas. Também foram instruídos a coletar informações sobre israelenses específicos, com alguns sendo presos enquanto espionavam um alvo com o intuito de facilitar um possível ataque.

Atualmente, Israel enfrenta conflitos em várias frentes com grupos apoiados pelo Irã, como o Hezbollah no Líbano, o Hamas em Gaza e os Houthis no Iêmen. Em resposta, Israel prometeu retaliação contra um ataque de mísseis realizado por Teerã no início de outubro.

 


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