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O vice-presidente da Federação PSDB-Cidadania, João Vitor Xavier (Cidadania), acusa o PSDB de leiloar a pré-candidatura do ex-deputado federal Marcus Pestana em meio às tratativas com o Novo para superar o impasse para a vice do governador Romeu Zema (Novo). Em tréplica ao PSDB, João Vitor afirma que, caso o Novo tivesse oferecido aos tucanos qualquer vaga na chapa encabeçada por Zema, a candidatura de Pestana seria rifada.

De acordo com João Vitor, o PSDB tratou tanto o Cidadania quanto o jornalista Eduardo Costa (Cidadania) de maneira desrespeitosa durante o processo. “A preocupação do PSDB nunca foi com a candidatura do Pestana, que foi leiloado durante todo o processo. O que o partido tentou foi uma vaga na chapa majoritária, mas ninguém quer ficar ao lado do PSDB. O Pestana não é o problema do PSDB, porque é uma figura respeitada. O problema é o resto”, critica o deputado estadual.

O impasse entre o PSDB e o Cidadania se arrasta desde o convite de Zema a Eduardo para ser o vice na chapa à reeleição. Como PSDB e Cidadania estão federados, a indicação do jornalista deveria passar pelo crivo dos tucanos, que, argumentando que já haviam lançado Pestana, eram contrários à hipótese. O PSDB, a quem é filiado o atual vice-governador, Paulo Brant, é majoritário na federação partidária, ou seja, tem oito das 11 cadeiras do colegiado estadual.

Inclusive, o conselho se reunirá, nesta sexta-feira (5), às 9h, para referendar a posição majoritária, assim como as chapas de candidatos a deputados federais e estaduais da federação. O colegiado deve referendar a pré-candidatura de Pestana, mas, na prática, o Cidadania apoiará a reeleição de Zema.

João Vitor afirma que nem mesmo o Cidadania, legalmente atrelado ao PSDB por causa do instituto da federação, quer ficar ao lado dos tucanos. “O isolamento é tão grande que o PSDB teve que ficar com o Ciro Gomes (PDT), historicamente conhecido como desafeto de Aécio Neves”, pontua o vice-presidente da federação, que, inclusive, já foi filiado ao PSDB. Em 2017, Ciro disse que Aécio foi “uma das mais profundas decepções da minha vida pública”.

Para João Vitor, o PSDB acha que ainda está “nos tempos de glória” do partido. “O PSDB é dono de uma miopia política causada pela arrogância, presunção e prepotência dos seus líderes no estado, que ainda acham que estão nos tempos de glória do partido. A decadência do PSDB é demonstrada a cada eleição nas urnas com o encolhimento do partido”, aponta o parlamentar.

Em defesa de Eduardo Costa, o vice-presidente da federação ainda diz que basta alguma das lideranças políticas do PSDB convidar o jornalista para caminhar no Mercado Central de Belo Horizonte “para ver quem os mineiros vão receber de braços abertos”. “O Eduardo pode andar no Mercado Central, na Praça Sete, no meio do povo, o que muitas lideranças com data de validade vencida talvez não possam mais”, acrescenta.

 


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