O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), declarou que não há condições para o plenário votar o projeto de lei que propõe anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A afirmação foi feita durante entrevista à rádio Opinião CE, na sexta-feira, 3.

Guimarães explicou que o movimento pela anistia perdeu força após desdobramentos como a prisão do general Braga Netto, do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, e a revelação de um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras autoridades. “Não há espaço para a anistia. A Câmara não vai votar isso, porque o espaço está muito espremido pelos fatos”, afirmou.

Segundo o deputado, se os atos de 8 de janeiro fossem um episódio isolado, o movimento pela anistia teria encontrado maior apoio, mesmo com a oposição do governo. Contudo, os fatos subsequentes, como as prisões e a descoberta do plano de assassinato, reduziram significativamente as chances de aprovação.

Quando aconteceu a tentativa de golpe, ele teria gerado um movimento mais forte para aprovar a anistia. Mas, com os acontecimentos posteriores, o espaço para debater e aprovar isso está muito reduzido”, acrescentou Guimarães. Ele também afirmou não acreditar que o presidente da Câmara, ou mesmo seu sucessor, Hugo Motta (Republicanos-PB), colocará o tema em votação.

A decisão final sobre pautar o projeto caberá ao próximo presidente da Casa, a ser eleito em fevereiro.

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados


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