A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta terça-feira que o Tribunal de Apelações de Roma decidiu manter a prisão da deputada federal Carla Zambelli. Em audiência realizada na quinta-feira, dia treze, os juízes rejeitaram o pedido da defesa para que a parlamentar aguardasse em prisão domiciliar o processo de extradição solicitado pelo Brasil.

No mês passado, Zambelli foi detida em Roma quando tentava evitar o cumprimento de um mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Condenada a dez anos de prisão pelo envolvimento na invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023, a deputada também foi obrigada a pagar indenização de dois milhões de reais por danos coletivos.

Segundo as investigações, Zambelli foi a autora intelectual do ataque cibernético que resultou na emissão de um falso mandado de prisão contra Moraes. O hacker Walter Delgatti, já condenado, confirmou ter executado a invasão a mando da parlamentar. Em maio, ela deixou o Brasil utilizando sua dupla cidadania e se refugiou na Itália. O pedido de extradição foi formalizado por Moraes em junho e encaminhado pelo Itamaraty ao governo italiano.

Além deste caso, Zambelli enfrenta outros processos. Na semana passada, foi condenada em ação por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. A Câmara dos Deputados já autorizou licença não remunerada de cento e vinte e sete dias, mas, se não reassumir o mandato ao fim do período, poderá ter o cargo cassado por faltas.

Zambelli também é alvo de processo de cassação em razão da condenação pelo ataque ao sistema do CNJ, enquanto a Casa ainda avalia se decretará a perda definitiva do mandato.

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil


Avatar

administrator