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Pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PSD), disse, nesta terça-feira (21/6), que Jair Bolsonaro (PL) não participará da cerimônia de posse de Luiz Inácio Lula da Silva caso o presidenciável do PT vença a eleição. Kalil voltou a afirmar que não crê em manobra golpista de Bolsonaro para se manter no poder.

“Acredito que ele (Bolsonaro) não vai pôr a faixa no presidente Lula, mas lá tem porta no fundo – e ele vai sair pela porta do fundo”, falou, ao programa “Café com Matte”, do jornalista Marcelo Matte.
O programa, gravado hoje, será transmitido pelo YouTube na quinta-feira (23). Kalil, porém, divulgou trechos da conversa em seus stories no Instagram.

“Não vai ter golpe. Se (Bolsonaro) perder a eleição, vai enfiar a viola no saco. Pode ser voto na urna eletrônica, no papel, na válvula ou no sinal de fumaça. Ele vai perder a eleição e vai sair, tá?”, assinalou o ex-prefeito de Belo Horizonte.

Ex-diretor da TV Globo em Minas Gerais, Marcelo Matte chegou a chefiar a secretaria de Estado de Cultura no início do governo de Romeu Zema (Novo).

“Bosta nenhuma”

Kalil já havia refutado a possibilidade de um golpe de Bolsonaro em entrevista à mais recente edição da revista “Focus Brasil”, da Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT.

“(Bolsonaro) não vai fazer nada. Vai fazer bosta nenhuma. Não faz nada. Grita no microfone e no cercadinho e faz cara feia. Vai fazer bosta nenhuma. Tentou fazer em 7 de setembro, deu com os burros n’água e guardou a viola no saco. Vai fazer nada”, falou.

“Temos que parar de pôr medo nesse povo. Nós vamos ganhar a eleição com voto, com urna eletrônica, com urna elétrica, com urna à válvula, com papel, com sinal de fumaça… A eleição já acabou, o Lula está eleito. É só o povo ir para a rua e votar. É isso que nós precisamos, chamar o povo e votar”, emendou.

Kalil e Lula firmaram aliança para a eleição deste ano. O ex-prefeito de BH será apoiado pelo PT na disputa pelo governo mineiro e terá, inclusive, um petista como vice – o deputado estadual André Quintão. O senador Alexandre Silveira (PSD) tentará a reeleição pela coalizão.

Na mão contrária, e a despeito da neutralidade adotada até aqui pela direção nacional do PSD, a direção pessedista em Minas decidiu apoiar Lula já no primeiro turno – em que pese a resistência de deputados dissidentes e simpáticos ao bolsonarismo.


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