Vencido o principal impasse para a aliança entre o PSD e o PT em Minas Gerais, as negociações avançam agora para a escolha do nome petista que vai compor a chapa majoritária. Em troca de retirar a pré-candidatura do deputado federal Reginaldo Lopes (PT) ao Senado, o partido vai escolher o vice que estará ao lado do ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD) na corrida ao governo do estado.

Em entrevista ao quadro Café com Política da Rádio Super 91,7 FM nesta quarta-feira (25), o presidente mineiro da sigla, Cristiano Silveira, disse que o nome do deputado estadual André Quintão, está “bem encaminhado”.

“Conseguimos avançar na negociação, havia uma grande expectativa por parte dos partidos. O Reginaldo Lopes fez um importante gesto de recuo na sua candidatura ao Senado, e também tivemos do outro lado um gesto do Agostinho Patrus [presidente da Assembleia e que disputaria a vice com Kalil] para o PT compor a chapa majoritária. Ambos os lados fizeram sacrifícios para efetivar a aliança” enfatizou o deputado estadual.

Segundo Silveira, o nome do deputado André Quintão tem a simpatia de grande parte do partido em Minas para compor a chapa. “É uma grande liderança e tenho certeza que vai representar bem o PT. Agora precisamos fazer uma conversa interna, que é natural, mas na minha opinião é um nome que agrega e que terá facilidade de se consolidar”, acrescentou. O presidente do partido lembrou que há figuras que divergem da escolha, mas que é uma minoria dentro da sigla.

Questionado se o pré-candidato Alexandre Kalil foi ouvido sobre o nome preferido para ser o vice, Silveira disse que houve participação no processo, assim como do deputado estadual e presidente da Assembleia, Agostinho Patrus (PSD), além do próprio Reginaldo Lopes, que chegou a ser convidado para a vaga, mas prefere disputar a reeleição para a Câmara Federal.

“O nome do vice tem variáveis importantes. Deve estar alinhado com o programa do partido [o PT], bom trânsito entre os aliados da composição, além de acolhimento e simpatia do candidato a governador. Imagina que vamos fazer uma aliança e tenha como vice uma pessoa que não é da sua identidade? Claro que o partido tem a palavra final, mas podemos fazer uma indicação que consegue agradar e conciliar os atores. Estamos com uma situação bastante tranquila”, disse.

Suplência deve ser oferecida para outro partido aliado

Já com relação à suplência do senador Alexandre Silveira, que vai disputar a reeleição, o presidente Cristiano Silveira disse que as conversas ainda são iniciais. Mas, segundo o parlamentar, a expectativa é que a vaga seja oferecida para algum partido aliado na chapa.

“O PT tem uma federação, com PV e PC do B, e o PV é o segundo maior partido, com deputados, e tem um peso. Chegou a dizer que havia interesse em participar da composição da chapa e fazer a indicação de suplente do senador Silveira. Como o PT já tem a vice, queremos dialogar sobre a federação indicar a suplência”, afirmou.

Também há outros partidos que o PSD dispute aliança, como União Brasil e MDB, siglas que não são tão alinhadas com o PT no plano nacional. Mas, para Silveira, é preciso trazer diversos atores para vencer uma eleição.

“A chapa em Minas se inclina mais do centro para a esquerda, com o perfil do Kalil, do presidente Lula, e o próprio Alexandre Silveira tem dito que tem disciplina com o que é acordado e definido. É importante levar isso em consideração, mas temos um tempo até as convenções para dialogar e amadurecer”, finalizou.