O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta-feira (8), em Porto Velho (RO), que o ex-presidente Jair Bolsonaro está exercendo plenamente seu direito de defesa e a presunção de inocência — algo que, segundo ele, não ocorreu consigo quando foi preso em 2018. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde segunda-feira (4), por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Ele está tendo o que eu não tive, ele está tendo presunção de inocência. Ele está tendo o direito de se defender. E ele sabe que é culpado, porque tramou matar o Lula, o Alckmin e o Alexandre de Moraes. Seja homem e responda pelo que você fez, não fique choramingando não”, disse Lula.
O presidente criticou o pedido de anistia feito por Bolsonaro e parlamentares oposicionistas. “Eles são tão covardes que estão pedindo anistia antes de serem julgados, porque, na verdade, você pede anistia depois que é condenado. Ele não foi nem julgado. Ô cara de pau, se defenda, prove que você é inocente”, afirmou.
Ao anunciar investimentos federais para Rondônia, Lula reiterou que não permitirá o retorno de Bolsonaro ao Planalto. “Enquanto eu estiver vivo, essa ‘tranqueira’ que governou esse país não voltará mais para governar esse país”, declarou.
Lula também criticou o presidente norte-americano, Donald Trump, pela taxação de 50% sobre produtos brasileiros. “Ele precisa aprender a respeitar os outros, que soberania é um direito sagrado de cada nação. O mundo está precisando de mais emprego, mais paz, mais harmonia, para que fazer isso?”, questionou.
Durante o evento, foram assinados 120 títulos de propriedades rurais para agricultores familiares em 23 municípios e um decreto de renegociação de títulos na Amazônia Legal. Também foram firmados 71 contratos do Programa Nacional de Crédito Fundiário, totalizando R$ 13,5 milhões, e anunciado pelo BNDES e Ministério do Meio Ambiente o repasse de R$ 55,4 milhões do Fundo Amazônia para a bioeconomia em Rondônia.
O presidente e o ministro dos Transportes, Renan Filho, autorizaram a obra da ponte binacional sobre o Rio Mamoré, entre Guajará-Mirim (RO) e Guayaramerín (Bolívia), orçada em R$ 421 milhões e com previsão de 36 meses para conclusão. O presidente boliviano, Luis Arce, classificou a construção como “um sonho e um símbolo de integração”.
Também foi firmado acordo para implantação do primeiro hospital universitário de Rondônia e lançada a 8ª etapa do programa Luz para Todos no estado, com R$ 173,9 milhões para beneficiar 5.779 famílias em áreas rurais e remotas.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

