O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retornou, neste domingo (9/10), a Belo Horizonte, para campanha de segundo turno no estado. Lula comentou o apoio do governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), à candidatura de Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno. O petista disse que a oposição só não pode pensar “que o povo é gado”.
“Quero deixar bem claro que o governador Zema tem liberdade de apoiar quem ele quiser. Nem pensei que fosse diferente. A única coisa que tem que levar em conta é não pensar que o povo é gado. O povo tem consciência do que está acontecendo no país. Então é só tomar cuidado para não tratar o povo como rebanho e sim como cidadão de inteligência, consciente, sabendo do que quer”, disse Lula.
“O povo, Belo Horizonte, pode medir quatro anos meu com os de Bolsonaro. Se o governador souber 10% do que nós fizemos em Minas Gerais, ele terá um problema de remorso ao não me apoiar. Quando ele souber que no nosso governo (Lula e Dilma Rousseff) em 13 anos foram colocados à disposição do governo de Minas Gerais R$ 260 bilhões… Quando ele souber tudo que já fizemos, o Reginaldo (Lopes, deputado federal) vai levar para ele saber e tomar cuidado quando falar”, disse ao mostrar uma colinha com todos os feitos de sua gestão em Minas.
Lula ressaltou: “Agora, ele é livre, e vim tentar convencer o povo mineiro que a gente pode fazer mais por Minas, contribuir em uma participação coletiva com nossos estados”.
Em Belo Horizonte, Lula participa de um ato em cima de uma caminhonete, a partir da Praça da Liberdade, na Savassi, e que termina na Praça Tiradentes, na Região Centro-Sul da cidade.
O ato faz parte de uma estratégia adotada pela campanha petista adotada na reta final do primeiro turno, ampliando o corpo a corpo com o eleitorado.

