Apesar da resistência inicial, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, acertou sua saída do governo em conversa telefônica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (8), após a divulgação da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Juscelino foi acusado de envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares.
No Palácio do Planalto, a avaliação predominante foi a de que sua permanência se tornou insustentável. Lula já havia declarado, em junho do ano passado, que, caso houvesse uma denúncia formal contra Juscelino, ele deveria ser afastado. Na época, a fala foi feita logo após o ministro ser indiciado pela Polícia Federal.
Durante a conversa, Lula reforçou que o afastamento permitiria ao ex-ministro focar em sua defesa junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Integrantes próximos a Juscelino relataram incômodo pelo fato de ele ter tomado conhecimento da denúncia por meio da imprensa, antes mesmo que seus advogados tivessem acesso ao conteúdo. O processo corre sob sigilo.
O União Brasil, partido de Juscelino, pretende manter o comando do Ministério das Comunicações. Entre os nomes cotados para substituí-lo estão o líder do partido na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (MA), e o ministro do Turismo, Celso Sabino.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

