O presidente Lula afirmou que os conflitos entre o agronegócio e pequenos produtores no Brasil são uma “polêmica maluca”.
O que aconteceu?
Lula disse que não há “rivalidade” em exportar produtos manufaturados e commodities. “As pessoas que pensam assim deveriam imaginar quanto tem de tecnologia em um grão de soja hoje”, afirmou.
O presidente defendeu que o Brasil precisa tanto da indústria quanto da agricultura. “É bobagem dizer que a soja não é alimento.
A galinha que a gente come tem soja, o porco que a gente come tem soja, tem milho, a galinha também tem milho. É uma bobagem ficar discutindo o que não precisa ficar discutindo”, acrescentou.
Lula participou da abertura da 17ª Bahia Farm Show. Evento é realizado na cidade de Luís Eduardo Magalhães, no extremo oeste do estado. Reduto eleitoral petista, a Bahia teve apenas dois municípios que deram a vitória a Jair Bolsonaro (PL) em 2022: Luís Eduardo Magalhães e Buerarema.
A feira dura até o sábado (10) e tem na programação leilão de gado, palestra sobre corte de carne e um painel sobre como combater juridicamente as invasões de terra.
“Não há espaço para o preconceito do grande contra o pequeno, ou do pequeno contra o grande. O Brasil precisa dos dois porque os dois ajudam o país. É preciso parar de construir rivalidade onde ela não existe. A gente não pode dar corda para o discurso ignorante“, disse Lula, durante discurso na 17ª Bahia Farm Show.
Lula: a gente não pode ser ‘galo de briga’
O presidente também defendeu que a população “jogue o ódio na lata do lixo”. “O ser humano nasceu para viver em comunidade, e não para viver do ódio, viver separado, viver brigando. Afinal de contas, nós não somos galo de briga. Nós somos seres humanos.”
“É por isso que, quando nós falamos em meio ambiente e na questão do clima, nós não estamos falando contra os produtores que trabalham corretamente e que preservam. As pessoas sabem que não podem destruir os rios, plantar no Pantanal, na Caatinga, na Amazônia.”
Por conta do Dia do Meio Ambiente, Lula vetou ontem trecho de MP que ampliava as possibilidades legais de desmatamento da mata atlântica.
A MP originalmente tratava de prazos para regularização ambiental, mas teve seu texto modificado pela Câmara dos Deputados flexibilizando a legislação que trata do bioma.
O Senado chegou a retirar o trecho da proposta, mas em uma segunda votação, deputados o inseriram novamente, provocando forte reação do setor ambiental.

