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Em ato político na cidade de Serra Talhada (PE), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a fome é falta de caráter e de vergonha de quem governa o país. Na cidade natal dele, Lula, pré-candidato à Presidência, afirmou também que está mais preparado do que quando governou a primeira vez e que irá, juntamente com o pré-candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin, consertar o Brasil.

“Eu sou de um tempo que a gente aqui em Caetés as crianças morriam muito cedinho, antes de completar um ano de idade, por desnutrição. E as criancinhas que morriam sem ser batizadas eram enterradas como pagão. E perto da minha casa tinha um terreno cheio de criancinha enterrada. E morria de quê? De fome. Como é possível esse país que é o terceiro produtor de alimentos do mundo, o primeiro produtor de proteína animal do mundo, como é que pode esse país ter fome? Como é que pode uma pessoa ficar ali pegando osso, comendo carcaça de frango? Não tem explicação. Não é econômico, é simplesmente falta de caráter e de vergonha de quem governa esse país”, relembrou, nesta sexta-feira (22).

O ex-presidente contou que comeu pão pela primeira vez aos sete anos de idade. “Eu muitas vezes vi minha mãe na beira do fogão sem ter o que comer e ela falava: ‘Amanhã vai ter, amanhã vai ter’. E isso marcou a minha cabeça. E é por isso que eu não desacredito nunca. Eu não acho que tem nada impossível no mundo. A única coisa impossível é Deus pecar”, relatou.

Aliança

Segundo Lula, a situação econômica do Brasil neste momento está mais difícil do que quando ele governou. “Mas é porque ele está pior que eu quero dizer para vocês: o Lulinha está melhor. E somente o Lulinha melhor para consertar esse país pior”, disse.

“E quero que vocês saibam que estou voltando a ser candidato a presidente da República porque eu tenho certeza que eu e o Alckmin vamos consertar esse país e vamos melhorar a vida do povo brasileiro”, acrescentou.

Em relação ao acordo nacional com o PSB, Lula, que manifestou em Pernambuco apoio à candidatura ao governo de Danilo Cabral (PSB) e anunciou a chapa que tem a presidenta do PCdoB, Luciana Santos, como vice-governadora e Teresa Leitão (PT) como senadora, disse que foi inspirado por uma frase de Paulo Freire, segundo o qual há “momentos na história em que gente tem que juntar os divergentes para derrotar os antagônicos”.

De acordo com Lula, o Brasil voltará a andar de cabeça erguida. “As pessoas vão comer, viver dignamente. A gente vai poder, no sábado, convocar nossa família, comprar uma costela e fazer um churrasco bem gostoso com uma cervejinha gelada porque a gente não é de ferro”.

Em seu discurso, Lula manifestou gratidão à população local: “Nunca perdi uma eleição para presidente da República aqui em Serra Talhada. Mas vocês não sabem o que fizeram para mim. Na última eleição que eu disputei aqui vocês me deram 90,8% dos votos. Foi a maior votação de uma cidade brasileira”. Ele ressalvou que o pleito de 2022 não é uma eleição comum.

“Essa eleição é uma eleição diferente porque nós não estamos fazendo uma disputa entre dois candidatos, entre dois partidos. Nós estamos fazendo uma disputa entre uma candidatura que defende a democracia, que defende o Estado de Direito Democrático, que defende a questão dos Direitos Humanos e estamos com outro candidato que é um negacionista, um desumano um cara que não teve coragem de soltar uma única lágrima por mais de 670 mil vítimas da Covid neste país”, comparou.

Lula disse ainda que Bolsonaro mente sobre as próprias eleições. “Ele foi eleito em 1998, em 2002, em 2006, em 2010, em 2014, em 2018, pela urna eletrônica e ele agora diz que a urna eletrônica não é séria e que ele vai ser roubado pela urna eletrônica e que ele quer desmontar a urna eletrônica. Veja, não é uma pessoa comum. É uma luta de um candidato contra o Estado brasileiro, uma parte do Estado brasileiro”.

 


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