Na reunião para discutir a estrutura da equipe de transição, Lula ressaltou, em privado, para a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, encarregada pela articulação política, o papel realizado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de seu aliado, o senador Alexandre Silveira, no segundo turno das eleições em Minas.

Apesar do esforço do governador Romeu Zema para virar votos em favor de Jair Bolsonaro, ao final da disputa, Lula manteve-se à frente, assim como no primeiro turno.

Lula, ao longo de todo o segundo turno, demonstrou preocupação com relação à atuação de Zema, dos empresários ligados a Bolsonaro e de alguns líderes evangélicos no segundo maior colégio eleitoral do país.

Temia que a campanha adversária, impulsionada com milionárias doações na reta final, pudesse virar o jogo no estado e comprometer o resultado das eleições.

Ao final, a diferença de pouco mais de 49.000 votos em Minas a seu favor foi vista como uma “grande vitória” pelo petista, assim como nos estados do Nordeste.

O presidente eleito disse que o resultado foi fruto de “grande esforço” das lideranças mineiras.

Um dos efeitos imediatos de seu reconhecimento deve ser uma movimentação para assegurar a reeleição de Pacheco à Presidência do Senado.

Apesar de não querer se envolver pessoalmente na disputa, Lula reforçou aos aliados que Pacheco se manteve firme contra o avanço das pautas bolsonaristas no Senado e, por meio de Silveira, evitou uma debandada de prefeitos mineiros para a campanha de Bolsonaro.

Além do PT, Lula quer os partidos de seu arco de alianças caminhem com Pacheco no Senado.

Por sua vez, Silveira coordenador da campanha de Lula em Minas, pode ganhar espaço no primeiro escalão do governo petista. Além de assegurar a base de Lula em Minas, faria contraponto ao governador Zema, que tenta herdar o bolsonarismo no estado.

Fonte: Revista Veja


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