O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou, nesta terça-feira (31), uma tomografia que revelou uma “melhora progressiva” em seu estado de saúde, segundo boletim médico divulgado pela equipe responsável. O exame foi realizado no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, e não constava previamente na agenda oficial do mandatário.

De acordo com o boletim assinado pelos médicos Rafael Gadia e Luiza Dib, o exame foi feito como parte do acompanhamento médico após a cirurgia realizada no início de dezembro. “A tomografia de controle mostra importante reabsorção da coleção subdural, apresentando melhora progressiva condizente com o ótimo estado do presidente”, afirmou o documento divulgado pelo Palácio do Planalto no final da manhã.

A ida de Lula ao hospital foi tratada com discrição, e a divulgação oficial veio apenas após a realização do exame. Um boletim preliminar, publicado minutos antes, também mencionava a “melhora importante em relação ao quadro inicial”, mas foi substituído pelo texto final.

O presidente foi submetido a uma cirurgia de emergência no dia 10 de dezembro para tratar um hematoma subdural de três centímetros, localizado entre o cérebro e as meninges. O coágulo foi detectado após Lula relatar fortes dores de cabeça, o que levou sua equipe médica a encaminhá-lo ao hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Após a intervenção cirúrgica, Lula permaneceu internado por seis dias e recebeu alta no domingo, 15 de dezembro. Na saída do hospital, ele acenou para simpatizantes e posou para fotos, já demonstrando otimismo com a recuperação. Desde então, o presidente tem adotado uma rotina mais tranquila, com uma agenda reduzida e sem viagens internacionais, conforme orientação médica.

A equipe médica recomendou restrições nas próximas semanas, incluindo a suspensão de atividades físicas intensas e deslocamentos longos. O acompanhamento tomográfico deve continuar até a cicatrização completa, prevista para ocorrer em um período de 45 a 60 dias.

Em entrevista após a alta hospitalar, Lula revelou ter ficado assustado com o diagnóstico que resultou na cirurgia de emergência. Ele se emocionou ao relembrar episódios de sua trajetória que também colocaram sua saúde em risco, como o câncer enfrentado em 2011 e uma pane no avião presidencial no México. “Eu nunca penso que vou morrer, mas eu tenho medo”, admitiu o presidente.

O incidente que originou o hematoma ocorreu em outubro deste ano, quando Lula sofreu uma queda enquanto cortava as unhas. Inicialmente, ele acreditava estar completamente recuperado, mas a formação do coágulo exigiu a intervenção médica semanas depois.

Com a recuperação em andamento, Lula segue monitorado de perto, mas as avaliações apontam para uma evolução satisfatória e consistente no quadro clínico.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil


Avatar

administrator