O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece na liderança em cenário de primeiro turno e em empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira. O levantamento reforça a polarização entre os dois principais campos políticos e aponta uma disputa competitiva na corrida presidencial.
No principal cenário testado para o primeiro turno, Lula registra 41% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 36%. Na sequência, surgem Romeu Zema com 4% e Ronaldo Caiado com 3%. Outros nomes incluídos na simulação aparecem com percentuais menores.
Em cenário de segundo turno, Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro marca 45%, configurando empate técnico dentro da margem de erro. O resultado indica disputa acirrada e mantém quadro semelhante ao observado em levantamentos anteriores.
A pesquisa também simulou confrontos entre Lula e outros nomes da direita. Em cenários contra Zema ou Caiado, o presidente aparece com 45%, enquanto ambos marcam 41%, também em faixa de empate técnico, mas com vantagem numérica do petista.
O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 24 e 26 de abril, com 2.028 entrevistados de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral.
Na comparação com rodada anterior, Lula manteve os mesmos 41% em primeiro turno, enquanto Flávio oscilou de 38% para 36%. Os dados indicam estabilidade relativa, embora mantenham o cenário de forte competição.
Em uma das simulações de primeiro turno, Lula aparece tecnicamente empatado com Flávio em disputa mais enxuta, com menos candidatos competitivos. Nesse cenário, o presidente marca 41%, ante 38% do senador.
A pesquisa mostra ainda que Lula e Flávio concentram os maiores índices de rejeição. Ambos registram 48% dos entrevistados afirmando que não votariam neles de jeito nenhum. O dado reforça o grau de polarização e a dificuldade de expansão eleitoral dos dois polos.
Entre os demais nomes, Zema registra rejeição de 33%, enquanto Caiado aparece com 29%. Esses números são observados por analistas como um dos fatores que mantêm espaço para disputa em cenários alternativos.
O levantamento também mediu a avaliação do governo federal. Para 43%, a gestão Lula é ruim ou péssima. Outros 33% classificam o governo como ótimo ou bom, enquanto 23% consideram regular. Na pergunta sobre aprovação, 49% desaprovam a administração, e 46% aprovam.
Entre os principais problemas do país apontados espontaneamente, saúde pública lidera com 26%, seguida por segurança pública e criminalidade, com 25%, e corrupção, com 24%.
O cruzamento dos dados mostra diferenças entre grupos de eleitores. Entre os que defendem a reeleição de Lula, saúde pública aparece como principal preocupação. Já entre os que preferem Flávio ou um nome apoiado por Bolsonaro, corrupção lidera as menções.
No grupo que prefere alternativa fora dos campos de Lula e Bolsonaro, segurança pública surge como principal tema. O dado é visto como indicativo de que diferentes segmentos eleitorais podem ser mobilizados por agendas distintas.
A pesquisa reforça, assim, um cenário em que Lula mantém vantagem no primeiro turno, mas enfrenta forte competição em eventual segundo turno. Ao mesmo tempo, a estabilidade dos índices e o peso das rejeições indicam que a disputa segue aberta e fortemente condicionada à dinâmica da polarização.
Foto: Ricardo Stuckert / PR

