O presidente Lula (PT) declarou que os militares “se apoderaram” das comemorações do 7 de Setembro devido à ditadura militar, mas que a intenção é fazer com que a data seja “de todos”.

O que aconteceu

Lula citou militares com uma referência à ditadura, mas evitou falar da participação das forças durante as comemorações do feriado no governo Bolsonaro —que usava da data da independência como plataforma política.

Como tivemos por 23 anos um regime autoritário, a verdade é que os militares se apoderaram do 7 de setembro, e deixou de ser uma coisa da sociedade como um todo.

Presidente voltou a citar militares ao comentar a “nova” configuração da festa: “O que nós estamos querendo fazer agora, com a participação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, é voltar a fazer um 7 de setembro de todos.”

“Vai ser um 7 de Setembro bom, pacífico, normal”. Lula ainda avaliou que a data “é uma festa importante em que o Brasil conquistou soberania diante do país colonizador.”

O ministro da Justiça, Flávio Dino, diz ter identificado a convocação de atos de protesto contrários ao desfile organizado por Lula, o que ligou o alerta no Palácio do Planalto.

A governadora em exercício, Celina Leão (PP), solicitou a participação da Força Nacional na segurança do desfile de 7 de Setembro.

O grupamento federal atuará conjuntamente com a PMDF e com o as Forças Armadas por meio “Gabinete de Mobilização Institucional”, criado pelo governo do DF para definir a atuação integrada de todas as instituições envolvidas na operação.

A PMDF montará barreiras de revista das pessoas que comparecerem ao local do evento. O Plano de Ações Integradas (PAI) ainda prevê o fechamento de vias para organizar o evento e a presença de batalhões especializados para lidar com eventuais situações de conflito, como a Tropa de Choque.


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