O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou, nesta sexta-feira, Márcio Elias Rosa como novo titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, após a saída de Márcio França do governo federal. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

França era cotado para assumir a pasta no lugar do vice-presidente Geraldo Alckmin, que acumulava o cargo com a função no Executivo. No entanto, optou por deixar o governo para se dedicar às eleições deste ano em São Paulo.

Com isso, Lula escolheu Márcio Elias Rosa, que ocupava o posto de secretário-executivo do ministério desde 2023. Considerado um nome técnico e com experiência na administração pública, ele já havia trabalhado com Alckmin no governo paulista, onde foi secretário de Justiça entre 2016 e 2018. A escolha segue a estratégia do presidente de valorizar quadros internos, especialmente os chamados “número dois” das pastas.

Na mesma publicação oficial, o governo também confirmou a nomeação de Francisco Tadeu Barbosa de Alencar para chefiar o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, substituindo França.

A saída do ex-ministro foi oficializada na quinta-feira, após reunião com Lula. França afirmou que pretende concentrar esforços na disputa eleitoral em São Paulo, onde avalia concorrer ao Senado ou compor como vice em uma eventual chapa encabeçada por Fernando Haddad ao governo estadual.

Ex-governador paulista, França assumiu o Ministério do Empreendedorismo em setembro de 2023, após deixar a pasta de Portos e Aeroportos, que passou a ser comandada por Silvio Costa Filho. O ministério foi criado em 2024 como forma de acomodar o político no governo federal.

As mudanças ocorrem em meio à desincompatibilização de integrantes do governo que pretendem disputar as eleições de outubro. Ao todo, 16 ministros deixaram seus cargos nesta semana para atender à exigência legal de afastamento até seis meses antes do pleito.

Os planos de França, no entanto, não coincidem integralmente com a estratégia política de Lula. O presidente busca fortalecer sua base em São Paulo e ampliar a presença de aliados no Senado, com vistas a um eventual novo mandato. Nesse contexto, defende a candidatura de Haddad ao governo estadual e articula a participação de Marina Silva na disputa ao Senado.

Marina, que negocia filiação ao Partido dos Trabalhadores, é vista como peça importante na composição da chapa governista. A definição das candidaturas deve ocorrer nos próximos meses, em meio às articulações entre partidos e lideranças políticas.

Foto: Divulgação/MDIC


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