A quinta rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 52% de aprovação e 47% de reprovação no segundo ano de seu governo. O cenário é de estabilidade em relação ao levantamento de outubro, quando a aprovação era de 51% e a reprovação, de 45%.
O estudo revelou mudanças regionais. No Nordeste, principal base de apoio de Lula, a aprovação caiu de 69% para 67%, enquanto a desaprovação subiu de 26% para 32%. No Sul, a avaliação positiva subiu de 42% para 46%, e a desaprovação variou de 53% para 52%.
A pesquisa, realizada entre 4 e 9 de dezembro com 8.598 eleitores, tem índice de confiança de 95% e margem de erro de 1 ponto percentual.
Em termos gerais, 33% consideram o governo ótimo ou bom, 34% o classificam como regular e 31% o avaliam como ruim ou péssimo. Esses índices também refletem estabilidade em relação à pesquisa anterior. No entanto, a comparação com os dois mandatos anteriores de Lula mostra que esta é sua pior avaliação no mesmo período: em 2004, a aprovação era de 41%, e em 2008, de 73%, segundo dados do Ibope.
O apoio a Lula é maior entre eleitores que ganham até dois salários mínimos (63%), pretos (59%) e pessoas com mais de 65 anos (57%). Por outro lado, a desaprovação é mais expressiva entre aqueles que ganham mais de cinco salários mínimos (59%), evangélicos (56%) e moradores do Sudeste (55%).
Além do cenário nacional, a pesquisa avaliou o desempenho do governo em seis estados: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Bahia e Pernambuco. Em Pernambuco, a aprovação caiu de 73% para 65%, e a reprovação subiu de 27% para 33%. Já em São Paulo, a desaprovação aumentou de 48% para 55%, enquanto a aprovação caiu de 50% para 43%.
A percepção sobre a situação econômica também foi analisada. Para 40% dos entrevistados, a economia piorou nos últimos 12 meses, índice próximo ao de outubro (41%). Já 27% disseram que melhorou, uma queda em relação aos 33% do levantamento anterior. Outros 30% afirmaram que a situação se manteve estável.
A pesquisa revelou que 68% dos brasileiros sentiram queda no poder de compra no último ano, enquanto 19% relataram melhora e 12% disseram que a situação permaneceu igual. Ainda assim, há maior otimismo para o futuro: 51% acreditam que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses (ante 45% em outubro), 28% esperam piora (eram 36%) e 17% não veem mudanças no horizonte (18% na rodada anterior).
Sobre a direção do país, 43% acreditam que está no caminho certo, enquanto 47% discordam. Esses números são praticamente idênticos aos da pesquisa anterior. Entre os eleitores de Lula, a percepção de melhora caiu significativamente: de 66% para 36%. Já os que veem piora subiram de 8% para 32%, enquanto 29% consideram a situação igual.
A pesquisa também registrou queda no percentual de entrevistados que disseram receber mais notícias positivas sobre o governo (de 38% para 32%). Por outro lado, os que relataram ouvir mais notícias negativas subiram de 38% para 41%, e 23% afirmaram não ter ouvido informações.
Uma medida que alcançou ampla aprovação foi a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, presente no pacote fiscal anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A proposta é aprovada por 75% dos entrevistados, com índice superior a 70% entre eleitores de Lula, Jair Bolsonaro (PL) e aqueles que votaram nulo ou se abstiveram em 2022.
Além disso, 61% dos entrevistados acreditam que a isenção beneficiará suas famílias direta ou indiretamente.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

