O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerra 2024 com 52% de aprovação, enquanto 47% dos brasileiros desaprovam sua gestão. É o que revela a pesquisa Genial/Quaest, realizada entre 4 e 9 de dezembro. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, e o índice de confiabilidade é de 95%. Apenas 1% dos entrevistados não soube responder.

Em comparação com o levantamento de outubro, a aprovação de Lula subiu um ponto percentual, dentro da margem de erro, enquanto a desaprovação aumentou de 45% para 47%. Os indecisos, que somavam 4% anteriormente, agora representam apenas 1%.

Os maiores índices de aprovação vêm de eleitores do Nordeste (67%), de quem ganha até dois salários mínimos (63%) e daqueles com até o ensino fundamental (60%). Em contrapartida, Lula enfrenta maior rejeição entre os que recebem mais de cinco salários mínimos (59%), possuem ensino superior (58%) e são evangélicos (55%). No Estado de São Paulo, 55% desaprovam sua gestão, enquanto 43% a avaliam positivamente.

A avaliação geral do governo é equilibrada: 34% dos brasileiros consideram a gestão regular, enquanto 33% classificam como positiva e 31% como negativa. Esses números praticamente não variaram desde a última pesquisa.

Sobre a direção do país, 46% dos entrevistados acreditam que o Brasil está no caminho errado, enquanto 43% enxergam uma direção certa. Outros 11% não souberam opinar.

A pesquisa também indicou que a economia continua sendo a maior preocupação dos brasileiros, apontada por 21% dos entrevistados, seguida pela violência (20%) e questões sociais (18%).

Quando comparado ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 42% acreditam que Lula está se saindo melhor, um aumento de quatro pontos percentuais em relação a outubro. Por outro lado, 37% consideram que Bolsonaro teve um desempenho superior, também um crescimento de quatro pontos. Outros 20% afirmam que ambos os governos são iguais, e 3% não responderam.

Ao comparar o terceiro mandato de Lula com seus dois primeiros períodos (2003-2010), 41% consideram a atual gestão pior, enquanto 35% preferem a gestão atual. Outros 15% não veem diferença entre os períodos, e 5% não opinaram.

No campo econômico, 40% dos brasileiros acreditam que a situação piorou nos últimos 12 meses, enquanto 27% afirmam que melhorou. Para 30%, a economia permaneceu igual ao fim de 2023.

A percepção sobre os preços dos alimentos também piorou. Para 78% dos entrevistados, os preços subiram em relação a novembro, um aumento de 13 pontos percentuais em comparação à pesquisa anterior. Apenas 8% acreditam que houve redução, enquanto 13% dizem que os preços se mantiveram estáveis.

O levantamento foi realizado com entrevistas presenciais em todo o país, abrangendo 8.598 brasileiros com 16 anos ou mais.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

 


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