“Fora, Zema!”. O grito ecoou entre os mais de 100 mil participantes do lançamento da campanha Lula e Kalil em Minas, na noite desta quinta-feira (18/08), na praça da Estação, em Belo Horizonte.

Foi o grito dos excluídos, dos indignados, dos que clamam por mudanças. O grito dos insatisfeitos com os 4,5 milhões de mineiros famintos, com os mais de um milhão de desempregados no Estado.
Alexandre Kalil (PSD), candidato ao governo pela Coligação Juntos pelo Povo de Minas, e o ex-presidente Lula (PT), que concorre novamente à presidência da República pela Coligação Brasil da Esperança, se uniram aos apoiadores de todas as partes do Estado, que tomaram o emblemático espaço no Centro da capital.

Kalil puxou o coro. Rebateu a crítica de Zema nas redes sociais, de que o ex-prefeito de BH gosta de “gritaria e palanque”. “Eu ouvi hoje, do senhor governador, que eu grito muito. E grito mesmo. Foi no grito que nós abrimos um hospital com 480 leitos em Belo Horizonte. Foi no grito que eu concluí um posto de saúde nesta cidade a cada dois meses. Foi no grito, governador, que eu reformei 240 escolas nesta cidade. Foi no grito que eu derramei 200 mil toneladas de asfalto no chão. É no grito que se cuida de pobre”, bradou.

O candidato do PSD tem chamado Zema para comparar as gestões na Prefeitura de BH e no governo de Minas. As promessas do governador, como concluir e colocar em funcionamento 11 hospitais regionais, não foram cumpridas. As rodovias estaduais não são reformadas há três anos e meio. O compromisso firmado com os servidores, como recomposição salarial na Segurança Pública e Educação, foi outro engodo do governador.

Referindo-se a Zema como “fala mansa”, Kalil continuou a listar suas entregas como prefeito da capital, inclusive no combate à pandemia da Covid-19. “É no grito que nós mandamos 6 milhões de cestas básicas para esse povo. É no grito, seu fala mansa, você mente com a fala mansa. É no grito que distribuímos 15 milhões de refeições. É no grito que construímos essa cidade. E é no grito que nós vamos colocar esses merdas para fora“, disse.

Alexandre Kalil agradeceu a vinda de Lula à capital mineira e a presença dos participantes no ato político. “Governar é um ato de amor, de proteção, de cuidado. E foi isso que eu tentei fazer para minha gente. Todo mundo veio aqui para ouvir o maior líder social deste país. Quando a senzala lê, a casa grande treme. Eles estão com medo, porque nós vamos voltar a tomar conta desse país”.

Lula também fez críticas à gestão de Zema, que aumentou de R$ 114 bilhões para R$ 155 bilhões a dívida do Estado com o governo federal e nada fez pelos mineiros, mesmo com o reforço no caixa de R$ 37 bilhões da indenização da Vale pela vida de 270 soterrados no desastre de Brumadinho.

Estou voltando em uma parceria com o Kalil, uma parceria em Minas Gerais, porque ele já provou que governo bom não é aquele governo que fala ‘eu tenho dinheiro em caixa’. Não queremos dinheiro em caixa, queremos dinheiro revertido em saúde, educação, transporte coletivo, infraestrutura, e foi isso que o Kalil fez aqui em Belo Horizonte. Em apenas seis anos, fez mais do que muita gente fez em 30 anos”, destacou o ex-presidente.


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