A pauta de discussões previstas para esta segunda-feira (4) na Câmara Municipal de Belo Horizonte prevê, além das aberturas dos processos de cassação de Marcos Crispim (Podemos) e Gabriel (sem partido), a apreciação de 27 projetos e de quatro vetos do Prefeito.

Esses textos, entretanto, só poderão entrar em debate depois que as duas denúncias forem votadas — o que deveria ter acontecido na última sexta-feira (1º).

As votações dessas denúncias são consideradas prioritárias e “travam a pauta” da Casa caso não sejam apreciadas — ou seja, impedem que qualquer outro projeto entre em discussão.

A votação da abertura dos processos de cassação estava agendada para a última sexta-feira, mas a base aliada do presidente Gabriel, um dos denunciados, obstruiu a reunião e adiou a discussão para esta segunda-feira.

Atritos em escalada

Na noite de domingo (3), os atritos entre a bancada ligada ao presidente Gabriel e à base do governo, formada também por integrantes da chamada Família Aro, ganharam um novo capítulo.

O presidente Gabriel enviou um ofício ao vice-governador Mateus Simões (Novo) e à Ouvidora-Geral do Estado Simone Deoud Siqueira denunciando o uso da Fundação Mineira de Futebol (FMF) para influenciar votações na Casa.

Marcelo Aro é presidente da entidade e o secretário municipal de governo, Castellar Neto, é diretor-executivo.

No documento, Gabriel anexa boletins de ocorrência e relatos de vereadores ligados a ele que teriam sido pressionados a votar favoravelmente à abertura do seu processo de cassação.

Nos ofícios, eles solicitam proteção policial aos vereadores e atuação da Ouvidoria-Geral do estado no caso.

A reportagem procurou Marcelo Aro. Até a conclusão desta reportagem, ele não tinha se pronunciado sobre o assunto.


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