O pastor Silas Malafaia, uma das principais lideranças religiosas aliadas de Jair Bolsonaro (PL), criticou duramente a postura do ex-presidente e do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) nas eleições municipais de 2024. A crítica foi feita em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da “Folha de S.Paulo”. Malafaia acusou Bolsonaro de omissão na eleição para a prefeitura de São Paulo, afirmando que ele tem medo de ser derrotado por Pablo Marçal (PRTB).
Malafaia afirmou que Bolsonaro foi sua “maior decepção” nestas eleições e criticou o ex-presidente por não tomar uma posição firme. “Bolsonaro jogou para os dois lados. Não mencionou nada sobre a eleição de São Paulo em suas redes sociais. Que tipo de líder é esse?”, questionou o pastor, chamando Bolsonaro de “covarde e omisso”.
Pablo Marçal obteve 28,14% dos votos válidos no pleito, enquanto o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), liderou com uma margem pequena de 81.865 votos. Nunes, que enfrentará Guilherme Boulos (PSOL) no segundo turno, recebeu apoio formal de Bolsonaro, embora o ex-presidente tenha tido pouca participação na campanha.
Além de Bolsonaro, Malafaia também criticou outros aliados, destacando o deputado Nikolas Ferreira. Segundo ele, Nikolas, assim como o senador Magno Malta e o deputado Marco Feliciano, não apoiou adequadamente a candidatura de Nunes. O pastor expressou sua decepção com os três, afirmando que “não fizeram a lição de casa” durante as eleições.
Malafaia enviou várias mensagens a Bolsonaro durante a campanha, mas o ex-presidente não o bloqueou, reconhecendo o pastor como um “defensor de primeira hora”. Malafaia relembrou um momento em que Bolsonaro estava deprimido e chorou durante uma chamada de vídeo antes de ser incentivado pelo pastor a voltar à política.
Apesar das críticas a Bolsonaro e Nikolas, Malafaia elogiou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por sua liderança nas eleições e afirmou que ele o apoiará caso Bolsonaro permaneça inelegível para a presidência em 2026. “Tarcísio mostrou que é um líder de caráter e sem medo”, concluiu o pastor.

