A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, retornará ao Senado na próxima terça-feira para participar de uma audiência na Comissão de Meio Ambiente (CMA), a partir das 9h. Os encontros da ministra no Congresso têm sido marcados por episódios de tensão e ataques por parte de parlamentares. Mesmo após as últimas discussões, Marina confirmou presença e seguirá apresentando as metas e prioridades de sua pasta.
No final de abril, durante uma audiência na Comissão de Infraestrutura, a ministra foi interrompida e desrespeitada pelo senador Marcos Rogério (PL), que chegou a dizer que Marina deveria “se por no seu lugar” e cortou seu microfone em mais de uma ocasião. O senador Plínio Valério (PSDB) também a atacou, afirmando que respeitava a mulher, mas não a ministra. Após exigir um pedido de desculpas que não foi atendido, Marina Silva se retirou do plenário. Na audiência, o tema previsto era a criação de unidades de conservação no Amapá, mas outros assuntos foram introduzidos, provocando os desentendimentos.
Na semana passada, a ministra enfrentou novos ataques durante uma audiência na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. Durante o encontro, Marina usou trechos bíblicos para responder às críticas e disse ter orado pedindo paciência. Citou passagens das escrituras pelo menos quatro vezes em sua defesa.
O deputado Evair de Melo (PP-ES), alinhado ao bolsonarismo, acusou Marina de ter sido “adestrada” por uma ideologia de esquerda e afirmou que a ministra “nunca teria trabalhado”. A fala foi recebida com indignação pela equipe da ministra e por parlamentares aliados.
O convite para a audiência da próxima terça-feira foi feito pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) ainda em março, como parte das atividades de início do ano legislativo. Além de apresentar as prioridades do ministério, Marina também deve abordar os preparativos para a COP 30, que será realizada em Belém, no Pará, no fim do ano. Segundo Contarato, a presença da ministra é essencial para esclarecer os desafios enfrentados na implementação das políticas ambientais e reafirmar o protagonismo do Brasil nas discussões climáticas globais.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

