A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do país foi revisada para cima e chegou a 4,36% neste ano, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central do Brasil. A estimativa anterior era de 4,31%.

O aumento ocorre em meio a um cenário de incertezas internacionais, especialmente relacionadas à guerra no Oriente Médio, e marca a quarta elevação consecutiva nas projeções. Apesar disso, a inflação segue dentro do intervalo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Dados recentes mostram que, em fevereiro, a inflação foi de 0,7%, pressionada principalmente pelos setores de transportes e educação. Ainda assim, o índice acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, ficando abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

A próxima divulgação do índice, referente a março, será feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na quinta-feira (9), já incorporando possíveis efeitos do cenário internacional.

Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,75% ao ano. Na última reunião, o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, sinalizando cautela diante das incertezas externas.

As projeções indicam que a Selic deve encerrar 2026 em 12,5% ao ano, com trajetória de queda gradual até atingir 9,75% em 2029.

O crescimento da economia brasileira neste ano segue estimado em 1,85%. Para os anos seguintes, a expectativa é de expansão moderada, com o Produto Interno Bruto avançando cerca de 2% ao ano.

Já a cotação do dólar deve encerrar este ano em R$ 5,40, segundo as projeções do mercado financeiro.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil


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